Canaria Belga X Pintagol do Tarin Venezuelano

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Canaria Belga X Pintagol do Tarin Venezuelano

Mensagem por Fernando Caldeira em Seg Jul 29, 2013 9:34 pm

Arrumei um Pintangol, filho do Tarin da Venezuela X Canaria Belga.
Alguém de vcs ja uniram um Pintangol com Canaria Bela?
Será que pode nos contar essa historia?
Estou querendo saber como devo proceder, para obter bons resultados?

Fernando Caldeira
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Re: Canaria Belga X Pintagol do Tarin Venezuelano

Mensagem por Helinho Mouro em Qua Jul 31, 2013 11:08 am

Muitos dizem que os híbridos são todos estereis, porem isso não é totalmente verdade, pois os canários vermelhos surgiram de cruzamento com o Tarin da Venezuela. Contudo, alguns dos filhotes machos nascem fecundos. Tenho muita curiosidade em fazer esse tipo de cruzamento. O artigo que segue abaixo é bem interessante, no link existe uma tabela com todos os cruzamentos realizados durante os experimentos.

Os  Cruzamentos Efetuados com o Canário Doméstico

Revista Pássaros
Ano 5 nro 19 2000
Arquivo editado em 09/03/2002

I – Introdução

No final  do século passado já era comum na Europa cruzamentos entre animais, mas precisamente com o canário doméstico. Desta época tem-se notícia que no Brasil já produziram o pintagol (pintassilgo x canária), fato relatado pelo zoólogo Emílio GOELDI, em 1894. Portanto esta prática de hibridar o canário tem de sobra um século.
Em princípio dois motivos levam os criadores a hibridar seus canários, em primeiro lugar a curiosidade inerente do ser humano em saber o que vai resultar um cruzamento. Outros mais conscientes, buscam através da hibridação a procura de cores novas ou de outros fatores que possam dar mais vitalidade ou longevidade aos canários domésticos em geral. No momento, estando quase solucionado o canário vermelho, se busca o canário negro. Aliás no início do século se tentou o canário negro cruzando o tiziu com a canária.

II – Metodologia

Inicialmente consultou-se o trabalho de GRAY (1958), que contém 55 hibridações do canário doméstico. Pesquisou-se ainda nas seguintes obras: GILL (1962), GICQUELAIS (1966), RADTKE (1972), GRZIMEK (1980), ELLIS (1984) e BIELFELD (1988). A partir dos dados obtidos nestes trabalhos e atualizada a situação sistemática e taxonômica das espécies envolvidas, elaborou-se a tabela anexa, onde de forma sintética procurou-se demonstrar a problemática dos cruzamentos.

III – Resultados

A tabela única mostra que foram realizados pelo menos 61 cruzamentos, envolvendo 8 famílias de aves. Contudo o mais interessante são os cruzamentos com as espécies da subfamília Carduelinae, à qual pertence o canário doméstico. O cruzamento do canário doméstico com o canário silvestre não é uma hibridação, pois são da mesma espécie, neste caso tecnicamente temos bastardos e não híbridos. Dos gêneros desta subfamília, em especial Serinus e Carduelis, dão híbridos com descendência fértil. A principal espécie é o Tarin da Venezuela (Carduelis cucullatus) que deu origem aos canários com pigmentos vermelhos.
O advento do canário vermelho por sua vez reforçou a muito a prática de cruzamento ente espécie, pois antigamente, formas silvestres com plumagem vermelha produziram híbridos sem esta cor. Usando-se canários vermelhos nestes cruzamentos passou-se a ter híbridos mais bonitos com uma vistosa cor avermelhada.
Com relação aos híbridos de aves brasileiras: tiziu, canário-da-terra, pintassilgos, cravina e Garibaldi, veja SICK (1988). O autor afirma que uma fêmea híbrida de Garibaldi (icterídeo) com canária foi fecunda em retrocruzamento com canário.
No decorrer do levantamento bibliográfico, encontrou-se algo que deve interessar aos aficcionados da hibridação, no Uruguai foram introduzidos, j’s há algum tempo o pintassilgo-português (C. carduelis) e o verdilhão (C. chloris).
Sendo nativo neste país a subespécie de pintassilgo (Carduelis m. mangellanica), que parece ser de maior porte que o nosso.

IV – Discussão e Conclusão

Conforme demonstra os resultados, fica claro que o criador que pretender hibridar seus canários deverá usar espécies da subfamília Carduelinae se quiser obter híbridos fecundos e prosseguir nos cruzamentos. Deverá observar quais as espécies que produzem híbridos fecundos, bem como em qual sexo (geralmente o masculino).
Por outro lado um híbrido mesmo infecundo pode ser um belo pássaro e às vezes um bom cantor. No Brasil a prática de criação de híbrido para exposição ainda é pouco desenvolvida. Na Europa a grande moda é o cruzamento entre aves silvestres ou de híbridos de canário com outra espécie silvestre, ocorrendo mesmo cruzamentos entre dois híbridos fecundos. Prova disto é que no Campeonato Mundial de Reims em 1997 foram inscritos nada menos que 700 híbridos.
Atualmente as hibridações são feitas levando em consideração a carga genética que a forma silvestre e o canário irão passar para os híbridos. Na Europa já existem padrões predeterminados de cor e raça para efetuar os cruzamentos. Por exemplo o pintassilgo português com canária mosaico de linha clara ou do pintarroxo com uma canária Yorkshire branca isso, sem falar no uso generalizado de canários (as) vermelhos, nas suas diferentes cores e tonalidades. Outro grupo procura incessantemente o canário negro, principalmente através do negrito da Bolívia.
Interessante ressaltar que uma dúvida antiga sobre a origem do “Lizard”, no tocante ao fato de ser ou não descendente de uma espécie silvestre, está relativamente claro pelo resultado obtido do cruzamento Serinus pusillus com a canária, que resultou em algo muito parecido com o “Lizard” .
A hibridação com canários não deve ser considerada como uma atividade principal, mas sim como uma atividade paralela e tão interessante como a criação de canário de cor ou porte.

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Re: Canaria Belga X Pintagol do Tarin Venezuelano

Mensagem por Reryson Colares em Qua Jul 31, 2013 1:43 pm

Uma ótima informação do amigo, mas a grande maioria é estéril.


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Re: Canaria Belga X Pintagol do Tarin Venezuelano

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