Poligamia na criação de pássaros

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Poligamia na criação de pássaros

Mensagem por Davi Hemerly em Sex Mar 29, 2013 8:55 am

Poligamia na criação de pássaros

Definição
Definimos como Poligamia ou “Acasalamento Poligâmico” ao sistema de acasalamento em
que um único macho de Curió fecundará várias fêmeas em uma mesma temporada de
cria ou vários machos fecundarão várias fêmeas nas mesmas condições.
Acasalamento Poligâmico Dirigido – Dizemos que o acasalamento é poligâmico dirigido
quando utilizamos um único macho para fecundar um grupo selecionado de fêmeas
dotadas das mesmas características (Caracteres genéticos desejáveis).
Acasalamento Poligâmico Dirigido Misto – Dizemos que o acasalamento é poligâmico
dirigido misto quanto lançamos mão de mais de um macho em uma mesma temporada
de cria para fecundar um grupo selecionado de fêmeas dotadas das mesmas
características, (Caracteres genéticos desejáveis).

Princípios e Heredietariedade
No primeiro caso o acasalamento Poligâmico Dirigido é praticado com a finalidade de
fixar os caracteres desejáveis de um grupo de Curiós (várias matrizes e um único
padreador) previamente selecionados, segundo critérios específicos de seleção genética.
Esses acasalamentos baseiam-se no princípio da “HEREDITARIEDADE” que consiste no
fenômeno da continuidade biológica pela qual as formas vivas se repetem nas gerações
que se sucedem. Procuramos o aperfeiçoamento do plantel em questão através da
repetição dos caracteres desejáveis nas gerações seguintes.

Já no segundo caso “Poligamia Dirigida Mista” vários machos são utilizados
simultaneamente com várias matrizes numa mesma estação de cria buscando identificar
aqueles acasalamentos que melhor propiciam a Hereditariedade e após a identificação
dos bons caracteres transmitido pelos pais à prole retornamos ao sistema poligâmico
dirigido, porém, com o conhecimento hereditário de ascendência e descendência em
especial os conhecimentos ascendentes portados pelos pais que são os transmissores das
características desejáveis encontradas nos filhotes.

Este trabalho é indispensável para formação de um bom plantel, pela rapidez que
propicia a identificação dos seus indivíduos (várias matrizes simultaneamente) quanto a
sua capacidade de transmissão e identificação dos seus caracteres quando acasalado
com determinada matriz objetivando a formação de um plantel de Curiós dirigido para
canto, repetição ou fibra.

Prática da Poligamia
A implantação da poligamia exige conhecimentos técnicos e específicos a respeito do
manejo do Curió, ou pássaro a ser criado, bem como materiais e instalações adequadas
que facilitem a sua prática. Recomendamos a utilização do esquema para o treinamento
do padreador e reproduzimos no criadouro a mesma situação utilizada no treinamento,
para tal, devemos possuir uma prateleira conforme esquema anexo destinada
exclusivamente a esta finalidade atendendo aos seguintes requisitos:
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Observação

1. Os poleiros sobre a primeira travessa da gaiola devem ficar dispostos conforme os
esquemas e a 1,55m do chão.

2. Os poleiros sobre a segunda travessa da gaiola do Padreador e do Esquema-2 devem
ficar dispostos a 1,64m do chão.

3. As medidas aqui recomendadas alem de atenderem aos aspectos Ergonômicos são as
mais eficientes no Manejo.

Prateleira
A prateleira para a prática da poligamia deve situar-se a uma altura de 1.40m do chão,
para proporcionar aos poleiros (em número de dois) fixados sobre a primeira travessa da
gaiola criadeira uma altura em torno de 1.55m. Tal procedimento dará funcionalidade,
praticidade e objetividade ao manejo durante a cópula, evitando que o criador assuma
posturas inadequadas e incômodas abaixando-se para atingir prateleiras muito próximas
ao chão ou subindo em bancos ou escadas para elevar-se, produzindo esforços
desnecessárias e inconvenientes a atividade em execução tornando o ato demorado dada
as dificuldades de aceso e visualização da fêmea, muitas vezes até perdendo-se o
momento da solicitação de cópula por morosidade no manejo. (voltaremos a tratar deste assunto no item manejo)

Gaiola Criadeira
As gaiolas criadeiras deverão ser construídas em arame, nas medidas de 35cm de altura,
58cm de comprimento e 30cm de profundidade, podendo variar um pouco conforme o
fabricante e, deverão ficar dispostas na prateleira observando-se o afastamento máximo
de 33cm entre elas, para que se faça o encaixe da gaiola do macho entre as duas gaiolas
de criação produzindo entre as gaiolas uma folga máxima de 1cm de cada lado.
Utilizamos para facilitar a passagem do padreador no momento da cópula, placa de PVC,
papelão, eucatex, madeira compensada etc. removível como elemento de separação
entre as gaiolas do padreador e a fêmea que estarão com os passadores previamente
abertos.

Gaiola do Macho Padreador
As gaiolas dos Padreadores deverão ser construídas em arame, nas medidas de 35cm de
altura, 31cm de comprimento e 28.5cm de profundidade, podendo variar um pouco
conforme o fabricante, devendo ainda possuir teto plano e tipologia quadrada.
A gaiola do Padreador será no momento da cópula encaixada no vão de 33cm deixado
entre as gaiolas criadeiras para este fim, produzindo uma afastamento lateral máximo de
1cm de cada lado já que a gaiola do padreador possui 31cm de comprimento. A
observância destas medidas é de fundamental importância para a automação no
processo de manejo conforme veremos adiante.
Poleiros
Conforme veremos a seguir, no item manejo, as gaiolas de criação receberão dois tipos
distintos de empoleiramento.

ESQUEMA – 01
Usamos apenas um único poleiro sobre a primeira travessa da gaiola sendo que o poleiro
“G” ficará encaixado na 6ª vareta contada da esquerda para a direita, propiciando uma
disposição compatível com o fim a que se destina.

ESQUEMA – 02

Usamos quatro poleiros, sendo dois (B e D) sobre a primeira travessa da gaiola e dois (C
e A) sobre a segunda travessa. No caso dos poleiros “B e D” o encaixe será efetuado na
13ª vareta contada da esquerda para a direita e da direita para a esquerda, nos poleiros
“C e A”. Temos que observar a presença do ninho que pode estar a direita ou a esquerda
da gaiola ficando o poleiro “C” na 6ª vareta contada da esquerda para a direita e o
poleiro “A” na 9ª vareta da direita para a esquerda possibilitando o encaixe do ninho um
pouco acima da 2ª travessa no canto direito. Recomendo o uso de uma palheta de
madeira com 12cm de comprimento fixada no meio do espaço compreendido entre a 2ª
travessa e o teto, possibilitando a fixação do ninho um pouco acima do poleiro “A”.
Podemos ainda dividir a porta superior direita da gaiola ao meio com a palheta
possibilitando a fixação do ninho à porta, que oferece a vantagem de remoção do ninho
para fora da gaiola já que se encontra fixado na face interna da folha da porta, toda vez
que a abrimos facilitando sobremaneira as inspeções.

A gaiola do padreador receberá três poleiros (E, A e D) sendo “E” poleiro da esquerda “D” poleiro da direita e “C” poleiro Central. Os poleiros “E e D” ficarão encaixados na 3ª
vareta da segunda travessa, fronteiriço aos respectivos passadores (da direita e da
esquerda), o poleiro “C” ficará sobre a primeira travessa na 12ª vareta central entre o
bebedouro e o comedouro.

Todo o empoleiramento aqui descrito detalhadamente, embora enfadonho, tem sentido e
função primordial durante o ato de fertilização das matrizes que veremos no item
manejo, propiciando altos índices de copulação.

Agradecimentos ao Autor: Dr. Gilson Barbosa - BA


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Re: Poligamia na criação de pássaros

Mensagem por Reryson Colares em Sex Mar 29, 2013 9:06 am

Admiro esta técnica, sendo essa a que gosto de usar.
Ótimo artigo.


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Re: Poligamia na criação de pássaros

Mensagem por Itamar Júnior em Sex Mar 29, 2013 10:57 am

study

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Re: Poligamia na criação de pássaros

Mensagem por Reryson Colares em Qui Maio 09, 2013 5:29 pm

Pra relembrar que esse é bom hehe.


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Re: Poligamia na criação de pássaros

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