Como eu faço Criação de Canário de Cor?

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Como eu faço Criação de Canário de Cor?

Mensagem por Davi Hemerly em Seg Mar 11, 2013 6:17 pm

Como eu faço Criação de Canário de Cor
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MANEJO NA REPRODUÇÃO
PLANEJAMENTO

O planejamento do número de casais por cor é extremamente importante para um bom trabalho em longo prazo.
A seleção genética, nada mais é do que a fixação de genes desejáveis e de alta qualidade e a eliminação daqueles por nós considerados indesejáveis. Isto, tanto para o que se refere á qualidade propriamente dos indivíduos, como para o seu comportamento reprodutivo e resistência as doenças, fertilidades e fecundidade, fatores também diretamente ligados à genética. É, portanto, de extrema importância, o uso de um número expressivo de matrizes por cor ou raça criadas para obtermos um universo grande o suficiente que nos permita formar verdadeiras "famílias" dentro das quais possamos efetuar a devida seleção, sem necessidade praticamente nenhuma de recorrermos à compra de matrizes de outros criadores e fugindo ao mesmo tempo do fantasma da consanguinidade.

DESEMPENHO REPRODUTIVO
Todas as matrizes são avaliadas individualmente no final da temporada de cria, sendo eliminadas aquelas que não tenham alcançado metas mínimas de desempenho. Os limites mínimos exigidos são: postura mínima de 10 ovos em toda a temporada, cria mínima de 4 filhotes no mesmo período. Desvios de comportamento tais como: baixa fecundidade dos machos, fêmeas que botam no chão, tratam mal dos filhotes, bicam suas penas, quebras os ovos, etc. Também esses dados são rigorosamente anotados no histórico de cada reprodutor.

TRIAGEM
As fêmeas são divididas por sua avaliação em 3 categorias: 1) qualidade excepcional, excelente criadeira; 2) boa qualidade, excelente criadeira; 3) insuficiente como criadeira. As fêmeas de categoria 1 (aproximadamente 40%), são separadas e colocadas uma marca na voadeira, assegurando seu uso para o ano seguinte. As fêmeas de categoria 2 (aproximadamente 40%), também são separadas e identificadas e comercializadas. As fêmeas da categoria 3 (aproximadamente 20%) são colocadas num recinto separado e identificadas para evitar que sejam vendidas a criadores. Eliminados os reprodutores de baixo desempenho, o nível de evolução de qualidade dos filhotes indicará a quantidade de adultos a serem reaproveitados. Normalmente o plantei é formado aproximadamente de 20% de adultos de 1 ano e 80% de filhotes. São raríssimos os casos em que ficamos com reprodutores com mais de 2 anos. A eleição genética, pela sua complexidade, poderá ser abordado em um artigo separadamente.

PREVENÇÃO E TRATAMENTO DE DOENÇAS
Dividimos o ano em 3 etapas diferentes, pela sua exigência alimentar, vulnerabilidade, atividade, etc. 1) Muda (de janeiro a abril); 2) descanso (de abril a julho) e 3) cria (de agosto a dezembro).

O CALENDÁRIO ANUAL é O SEGUINTE:
Janeiro/Fevereiro: final da cria. São separados os reprodutores e aplicado Ivomec pour-on® em todos eles. Utilizamos este produto como aliado para eliminar parasitas externos e internos. Aplicamos o mesmo tratamento em todos os filhotes, aproximadamente 15 dias após separados da mãe. O motivo deste prazo é evitar o excesso de extress casos seja aplicada a medicação imediatamente depois desmamados.
Março: vacinação massiva (todos os adultos e filhotes) contra varíola (bouba)
Ano inteiro: A cada 40 dias tratamento preventivo contra micoplasmose com Linco-spectin® ou Tylar®. Considerando que o Linco Spectin® é menos agressivo para a flora intestinal, utilizamos o mesmo o ano todo com exceção de 2 aplicações com tylan® na época de "descanço" objetivando evitar qualquer resistência ao Linco Spectin®

A prevenção às doenças digestivas é feita mediante o uso de preventivos de última geração, não agressivos, tais como lactobacilos vivos, açúcares complexos, acidificantes etc. Adicionado na farinhada, o ano todo. Estes produtos têm reduzindo muito a mortandade de filhotes depois de separados.
Na época de cria é adicionado na farinhada utilizada para tratar dos filhotes, NF180® na proporção de 1gr por Kg de farinhada pronta e Nistatina®, 4 gotas para 10Og de farinhada pronta.
Fornecemos na água ou na farinhada, Multi-hepato® (Antitóxico e protetor hepático) e Multi-ativo® (eletrólitos).

Nos casos de ulcerações, inflamações, feridas etc, nas patas, utilizo uma pomada chamada equiderm®, de excelente ação contra fungos, bactérias e com função também antiinflamatória.
Possuímos 4 cómodos, sendo 2 para criação e 2 para colocar os filhotes. Assim sendo, os cómodos previstos para criação são esvaziadas com a maior antecedência possíveis, desinfetadas etc. para evitar ao máximo a existência de germes na hora do acasalamento. Todas as gaiolas, poleiros etc. passam por um tratamento rigoroso de desinfecção. Utilizamos o desinfetante Virkon® para tal finalidade por não enferruja o material e é de alta eficácia. Antes de iniciar os trabalhos no criadouro, todas as pessoas devem desinfetar a sola dos sapatos num pediluvio com Virkon® e também as mãos como o mesmo produto.

ACASALAMENTO
Começamos a acasalar a primeira semana de agosto. Considerando a quantidade de fêmeas a serem utilizadas (aproximadamente 500 gaiolas) deve-se realizar um trabalho prévio de organização. Nunca juntamos, antes do acasalamento, machos e fêmeas na mesma gaiola ou voadeira. Fazemos a seleção dos exemplares que serão utilizados como matrizes no mês de abril, antes de iniciar a venda. Guardamos aproximadamente 15% de matrizes a mais, como reserva, para substituir aquelas que falhares na cria, morrer etc.

Separamos as matrizes por cor e sexo para uma fácil localização na hora do acasalamento. Começamos escolhendo as fêmeas por cor e avaliando com extremo cuidado as características de cada uma. As ordenamos por qualidade, colocando nas gaiolas pela ordem descendente (a melhor primeiro). Desta forma, já sabemos para efeitos de seleção no ano seguinte, que a tendência é de que a primeira metade integre o plantei novamente e a segunda metade seja superada em qualidade palas melhores filhotas.
Os casais são formados sempre visando multiplicar virtudes e eliminar defeitos. Usamos sempre as melhores fêmeas com os melhores machos.

INSTALAÇÕES E IMPLEMENTOS
GAIOLAS: Utilizamos o mesmo modelo há anos. São do tipo de arame, com 6 comedouros externos de meia lua. Medem 50x26cm de altura x 30 de profundidade, com divisão ao meio. O fundo sobressai 5cm, de tal forma que a maioria das cassa das sementes caiam nele e sujem menos o chão.

Ninhos de armação de arame com forro de corda. Cálcio e areia: Colocamos "pedras" de cálcio que contém areia, ostra moída, casca de ovo. As mesmas podem ser substituídas por "grit". Separação: Separamos as gaiolas com divisões plásticas semitransparentes para evitar que os casais se vejam.
Material para ninho: Utilizamos aniagem, tecido de junta, cortado em quadrados de aproximadamente 5cm e prendemos na gaiola com pregador para que a fêmea retire o material necessário para confecção dos ninhos.
Potes: Utilizamos dois tipos diferentes para colocar a farinhada. Um menor, preso à porta, nas gaiolas que estão sem filhotes, e um maior, no fundo da gaiola, para as fêmeas com filhotes. Todos eles de plástico.
Identificamos de gaiolas: todas são numeradas. Criamos códigos para rápida visualização da situação de cada gaiola. No canto superior esquerdo, indica-se está em postura, chocando ou com filhotes.

Azul, indica chocando, o vermelho indica com filhotes. No canto superior direito, observações sobre comportamento reprodutivo, tais como: rejeição de anel, fêmeas que tratam pouco etc. No centro, colocamos indicação de alguma observação mais imediata (ex. suspeita de ter abandonado o ninho, rejeição do anel etc.)

ANOTAÇÕES
Uma informação precisa e completa é de extrema importância. No momento de acasalar, anotamos o número de anel, cor e características de cada fêmea. Por outro lado, o número de anel, cor, características do macho e gaiolos onde inicialmente irão cobrir. É praticada a poligamia, sendo quem por razões variadas, podemos variar os machos utilizados com uma fêmea entre uma ninhada e a outra.
Utilizamos um caderno em forma de agenda, onde serão anotadas diariamente o número das gaiolas que chocaram, número de anel e cor de macho; 10 dias depois, anotamos junto do número da gaiola a quantidade de ovos colocados e a quantidade fecundados. Também, diariamente, os filhotes anilhados, com número, e gaiola da qual são filhos. Finalmente, em outro setor, anotamos eventuais transferência de ovos ou filhotes de uma gaiola para a outra.
Tudo isto fica na forma de rascunho nesse caderno que depois é digitado para o computador onde os dados são processados deforma a termos uma informação rápida e completa de tudo que ocorre no criadouro.

ALIMENTAÇÃO
Utilizamos mistura de sementes com seqüestrante de mocotoxinas de Alltech que é um produto que inibe o efeito tóxico de eventuais fungos presentes nas sementes.
A farinhada deve ter um teor de proteína entre 18% e 20%, principalmente para o período de reprodução. Fornecemos farinhada diariamente no período de muda. A partir do mês de março começamos a folgar um dia por semana, depois 2 etc. até chegar a fornecer a farinhada 4 vezes por semana. Quando acasalamos, voltamos a fornecer farinhada diariamente, com exceção das fêmeas que estão chocando, que ficam somente se alimentando com mistura de sementes.
Fonte:http://bicharedo.blogspot.com.br


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Davi Hemerly
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Re: Como eu faço Criação de Canário de Cor?

Mensagem por Giovane_sc em Qui Mar 14, 2013 6:21 am

Artigo bem completo, vai tirar muitas dúvidas de criadores de canários.


Ajude a organizar o fórum, caso sua dúvida tenha sido resolvida clique no botão resolvido.


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Re: Como eu faço Criação de Canário de Cor?

Mensagem por Reryson Colares em Qui Mar 14, 2013 7:45 am

Muito bom.


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Re: Como eu faço Criação de Canário de Cor?

Mensagem por Tiago em Sex Mar 15, 2013 6:55 am

a se os novatos perdessem um tempinho para ler artigos assim!

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Re: Como eu faço Criação de Canário de Cor?

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