A origem do canário silvestre

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A origem do canário silvestre

Mensagem por Davi Hemerly em Dom Jan 06, 2013 1:43 pm

A origem do canário silvestre

São unánimes as opiniões daqueles que se dedicam a pesquisar a origem do canário, em afirmar ter ele habitado, inicialmente, as ilhas Canárias . Estas ilhas formam um arquipélago a oitenta ou noventa quilómetros N-O da África. Tenerife, Palmas e Ferro Gomière eram as mais freqüentadas pelos canários, talvez por apresentarem uma vegetação luxuriante e um clima ameno e temperado, com uma umidade muito útil à reprodução desses pássaros. Na antiguidade estas ilhas foram conhecidas pelos fenícios e cartagineses. Eles, porém, nunca fizeram nenhuma menção a respeito da existência dos canários nas ditas ilhas .
E isto é de causar espécie, como faz notar o Dr. N. Falconi, pois fenícios e cartagineses atilados comerciantes, se o tivessem conhecido teriam feito, por certo, comércio com o canário levando-o a Roma . Uma justificativa, porém, que pode ser válida para essa omissão é a circunstância de tanto fenícios como cartagineses ao ocuparem aquelas ilhas estarem inspirados, exclusivamente, por atos de pirataria. Por isso, permaneciam, sempre, nas costas e não se embrenhavam, nunca, ilhas adentro .
Esta é uma versão plausível para o desconhecimento do canário por fenícios, cartagineses e romanos. Mas, admitindo-se que o tenham conhecido, então só resta admitir que eles não lhes causaram á mínima admiração já que o ignoraram.
Após a ocupação das Ilhas Canárias pelo navegador João Bethencourt, ocorrida em 1402 é que datam as primeiras notícias sobre a existência do canário. Em 1478 os espanhóis ocuparam as ilhas e ao descobri-las, descobriram, também, no canário excepcionais dotes de docilidade; adaptação ao cativeiro e maviosidade de canto.
E da admiração ao desejo de possuírem um exemplar a distância foi mínima. E esse interesse cresceu quando se aperceberam que o canário podia ser criado facilmente em casa, reproduzindo-se sem qualquer dificuldade e sendo uma fonte de vantagens comerciais.
Conrad Gessner, naturalista suíço, ao que se tem notícia foi a primeira pessoa e escrever em I550 a respeito do canário, ainda que de forma imprecisa, em sua obra "Icones avium omnium".
Contudo, a descrição mais completa é dada por Ulísses Aldobrandi, em 1559. Diz que o canário silvestre é um pássaro de pequeno porte, não excedendo de doze centímetros. Nidifica em pequenos arbustos . É de cor atraente, de um verde amarelado um pouco acinzentado, com tons escuros nas asas. O dorso com raias pretas, o uropígio é de um verde amarelado, o mesmo ocorrendo com o peito, aonde esse tom vai esmaecendo à medida que atinge o ventre. Bicos e pés escuros. Canto alto e sonoro. Eis o canário silvestre habitante natural das Ilhas Canárias, origem de todas as raças atualmente existentes.
Através dos séculos, porém, foram profundas as transformações que se verificaram nesta ave, LINEO chama "Fringilia Canária". A cor de sua plumagem, a sua forma; o seu tamanho, o seu canto, através de mutações ou em razão do trabalho do homem na busca incessante de aperfeiçoamento, de tal maneira se modificaram que hoje não encontramos mais nenhuma similitude entre o tipo ancestral e as raças atuais. E é difícil até se admitir que estas extraordinárias variedades que anualmente as sociedades especializadas exibem, tenham tido como origem o remoto e pequeno pássaro canoro, habitante solitário das ilhas que lhe deram o nome.
A classificação científica do canário é a seguinte: Classe: Pássaro; Ordem: Passeriforme; Família: Fringillidi; Gênero: Serinus; Espécie: Serinus Canarius.

CAPITULO II

O MONOPÓLIO ESPANHOL SOBRE O CANÁRIO.

Conhecido o canário, de imediato o monopólio espanhol se fez sentir sobre o mesmo e perdurou por longo tempo. A princípio eram trazidos das ilhas em estado silvestre. Depois passaram a criá-los em cativeiro, uma vez que grande número de mortes se verificava durante a viagem. Com tal proceder, evitavam, de um lado, segundo se afirma, a mortandade, e, de outro, passaram a obtê-los em cativeiro, preservando, assim, a extinção da espécie . A exportação como não poderia deixar de ser, se seguiu a esta fase com uma característica toda especial. A fim de evitar a concorrência estrangeira, que lhes traria sérias conseqüências financeiras, resolveram que só seriam exportados exemplares machos . As fêmeas excedentes da reprodução eram sacrificadas ou então, voltavam ao seu "habitat" natural. Assim procedendo mantinham, logicamente, o monopólio do canário, auferindo com a sua criação lucros enormes, pois tolhiam aos adquirentes a possibilidade de obterem a reprodução do mesmo.
Exportado, passou, então, o canário a adornar as residências das famílias abastadas, a todos encantando com seus trinados maravilhosos. Este monopólio, porém, como tudo, teve um fim. Contam ter ocorrido da seguinte maneira: um vapor carregado de canários naufragou perto da ilha de Elba, segundo nos é narrado por Olina em 1662. Assim se pretende esclarecer a difusão do canário na Europa. E que alguns exemplares sobreviveram ao naufrágio e encontrando naquela ilha boas condições de vida puderam multiplicar-se nas costas vizinhas da Toscana e Provença. Sobre a veracidade desta narrativa no que respeita a reprodução com outras espécies daquela ilha pesam sérias dúvidas de ordem científica. Parece que o mais certo é se admitir que naquelas exportações tenham também vindo fêmeas, uma vez que é fácil de se confundirem os sexos. Ou, então; admitindo-se o naufrágio narrado por Olina, que aquele carregamento de canários não era constituído exclusivamente de exemplares machos . Inclusive é de se aceitar, também, a hipótese da compra clandestina de fêmeas como causa do fim do monopólio. Esta última situação encontra ressonância no fato comprovado de ter Walter Raleig de retorno daquelas ilhas à sua pátria, a Inglaterra, ofertado à Rainha Elizabeth, que reinou de 1658 a 1603, diversos canários. E vale mencionar que a soberana ficou tão cativada com o canto dos canários que determinou fossem eles criados no seu palácio. E foi lá, nos criadouros imperiais, que surgiu o primeiro canário AMARELO de que se tem notícia, fato que fez Shalkespeare dizer que "os olhos da grande Rainha tinham o poder de mudar as coisas em ouro".
Mas, não foi somente a Rainha Elizabeth que se apaixonou pelos canários. Isabel da Inglaterra, uma das mais poderosas e cultas da Europa, dedicou-se, também com carinho e paixão à criação de canários. Seus exemplares tinham anéis de ouro onde gravado estava o monogramo real.
Imperadores da Alemanha. Sultões do Oriente não fugiram ao fascínio dos canários, sendo que o Sultão da Arábia se afirma tinha as salas do seu riquíssimo palácio cheio de gaiolas de canários.
Fonte:http://criadourokakapo.com



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Re: A origem do canário silvestre

Mensagem por Jessica Estephany em Ter Jan 08, 2013 11:40 am

interessante


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Re: A origem do canário silvestre

Mensagem por andrey15 em Ter Jan 08, 2013 12:07 pm

bom artigo

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Re: A origem do canário silvestre

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