QUANDO OS OVOS NĂO ECLODEM

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QUANDO OS OVOS NĂO ECLODEM

Mensagem por Davi Hemerly em Qui Dez 20, 2012 4:28 pm

QUANDO OS OVOS NĂO ECLODEM

No momento que a fęmea deposita no ninho o terceiro ou quarto ovo, é o momento que normalmente nós colocamos no ninho todos os ovos da ninhada que previamente retiramos com a previsăo de que o filhotes nasçam todos ao mesmo tempo, e oferecendo as mesmas oportunidades de sobrevivęncia. Nossa ilusăo está a treze dias vistos, ainda que se dęem casos de eclosăo aos quatorze ou quinze dias, de acordo com a constância de incubaçăo da fęmea.

Se o processo de incubaçăo inteiro é desenvolvido com normalidade, nós encontraremos ao término disto com um montinho de carne e de penas embolado no fundo do ninho. Quando isto năo ocorre, o criador se impacienta e espera um dia mais; se năo eclodem aos quatorze, arma-se de pacięncia e segue esperando, mas com freqüęncia aos quinze dias a desilusăo aparece e nós normalmente abrimos os ovos.

Quando nós quebrarmos os ovos, nós podemos nos deparar com duas situaçőes:

Primeiro - O embriăo está vivo e a ponto de eclodir, todavia rodeiam-no vasos sanguíneos e o vitelo que nem mesmo foi reabsorvido. Esta situaçăo pode ser devido ŕquelas fęmeas que năo entram na febre da incubaçăo ou até que năo puseram o último ovo e seu organismo năo pega a temperatura de incubaçăo. Se năo continuamos abrindo os ovos, é possível que alguns cheguem a nascer.

Segundo - O embriăo está morto; estando perfeitamente formados, mas por algum motivo năo conseguiram romper a casca.

Quais foram as causas? Como podemos evitá-las? Estas săo sem dúvida algumas das perguntas que normalmente fazemos. Pois bem, as causas mais freqüentes parecem ser as derivadas de:

A pouca vitalidade do filhote por motivo de criaçăo com grande consangüinidade.

. Genes letais.

. Infecçőes transmitidas pelo aparelho reprodutor dos adultos.

. Abandono de incubaçăo por momentos muito prolongados.

. Falta de cálcio na casca do ovo.

. Casca do ovo muito grossa.

.Sujeira nos ovos.

.A umidade ambiental.

1a. Pouca vitalidade do filhote devido ŕ criaçăo em consangüinidade:

Em todo o criadouro com bons reprodutores, o reprodutor de excelente padrăo é normalmente usado em consangüinidade. Isto assegura nossa linha de criaçăo no sentido de conseguir bons exemplares muito parecidos com ao standard. Para fixar linhas, acasalam-se pais com filhos ou até mesmo irmăos com irmăos.

Em princípio este cruzamentos normalmente năo apresentam problemas, mas, quando nós acasalamos repetidamente canários que estăo muito próximos em parentesco, é quando surgem para nós problemas de vitalidade nas ninhadas; obteremos crias menores em tamanho e serăo estas crias as que sempre teremos que estar atentos nelas, ao requererem mais cuidados; năo cabe duvida que elas normalmente sejam as primeiras baixas que teremos no criadouro. Năo temos que duvidar que o processo de eclosăo requer o mesmo esforço para todos os filhotes e o menos forte terăo mais dificuldade ao nascer ou năo nascerăo.

Recordemos como age o embriăo quando se dispőe a nascer. O filhote está situado dentro do ovo com a cabeça no pólo mais largo e em contato com a membrana que separa a câmara de ar; estendendo o pescoço para cima consegue romper a membrana e o seu bico entra em contato com a casca. Por meio de movimentos rítmicos vai empurrando com o bico ia casca até que produza buraco por onde, com ajuda do dente que tem em seu bico e com movimentos de sua cabeça, ele vai rasgando enquanto gira lentamente. Quando rompe todo o perímetro da casca, os movimentos de estiramento de pescoço e ombros vai separando as casca ao meio. Pois bem, tudo isso que tem que fazer o filhote para alcançar a liberdade, causa-lhe um grande desgaste e um consumo de energia que os filhotes mais fracos năo conseguem superar e morrem por esgotamento no interior do ovo, sem nem sequer romper a membrana da câmara de ar.

Para criar com consangüinidade, teremos que evitar os cruzamentos entre exemplares que estăo muito próximos na árvore genealógica e sempre escolher os exemplares que mais apresentam mais vitalidade.

2a. Genes letais.

Os genes que agem para formar os Intensos, brancos fatores dominantes nos darăo ovos que normalmente se desenvolvem até o oitavo a nono dia de incubaçăo, mas uns 25% da ninhada năo eclodirăo ao atuar estes genes sobre alguns dos ovos e estes falharăo.

INTENSO x HOMOZIGÓTICO = LETAL.

HOMOZIGÓTICO x BRANCO DOMINANTE = LETAL.

TOPETE (CORONA) x HOMOZIGÓTICO = LETAL.

Devemos evitaremos, pois este tipo de acasalamento de Intenso x Intenso, Branco X dominante X Branco dominante e Topete X Topete, se desejarmos que nasça um número maior de crias.

3a. Infecçőes transmitidas para o aparelho de reproduçăo dos adultos.

Múltiplas săo as doenças infecciosas que os adultos podem transmitir através de seu aparelho reprodutor.As mais freqüentes săo a SALMONELASp e a ESCHERICHIAColi". Por isso, é interessante tratar os reprodutores nos meses que antecedem a criaçăo com algum produto farmacęutico que ajude evitar esse tipo de infecçăo. Por exemplo, eu utilizo a Ampicilina que é uma penicilina de açăo bactericida e que trata as infecçőes do trato intestinal e infecçőes genético-urinárias. É necessário adquirir em forma de suspensăo. A dosagem que eu uso é de doze gotas em um bebedouro de 60 cc. Depois de uma semana com este tratamento, eu ministro um restaurador da flora intestinal durante cinco dias. O tratamento é repetido duas vezes antes do começo da cria, com um intervalo de quinze dias. Quando nascem as crias, repito a mesma dosagem depois de passados os dez primeiros dias para continuar a seguir com água limpa.

4a. Abandono da incubaçăo por momentos muito prolongados:

Se durante o período de incubaçăo nós continuamos cedendo comida muito rica em gordura e proteínas é possível que algumas fęmeas sofram de um excesso de zelo e abandonem a incubaçăo a meio para fazer outro ninho e outra postura de ovos. Desaconselho o emprego de Vitamina E e de sementes germinadas enquanto as fęmeas permanecem sobre o ninho. Também pode acontecer que tempestades ŕ noite assustem a fęmea, que abandona o ninho e entăo na escuridăo năo encontra o caminho para continuar incubando. Esta era a velha crença de que, quando havia tempestade, os ovos tremiam e năo eclodiam; todos colocávamos uma moeda de cobre para absorver as vibraçőes e năo estragarem os ovos. De forma que isto năo aconteça, eu sempre deixo uma lâmpada vermelha no centro do criadouro;

se a fęmea sai do ninho ŕ noite, ela tem a visibilidade suficiente para regressar ao ninho e năo incomoda em absoluto o sono dos pássaros; também é muito útil para confirmaçőes noturnas. Também pode ocorrer que por um excesso de zelo no macho provoque uma contínua corte ŕ fęmea e as brigas contínuas façam com que a fęmea esteja pouco tempo no ninho. Se observarmos isto, é melhor separar o macho e destiná-lo para cobrir outra fęmea para restituí-lo quando os filhotes nascerem.

5a. Falta de cálcio na casca do ovo:

A insuficięncia de minerais faz que a fęmea tenha que utilizar a sua reserva na produçăo da casca dos ovos e deposite os ovos com uma casca muito final e inclusive com áreas sem casca que normalmente podem coincidir com o pólo inferior. Devemos oferecer ŕ fęmea abundante mineral e osso de ciba evitar esta descalcificaçăo. Ŕs vezes acontece que, ao retirar algum ovo do ninho, este esteja preso ao forro e ao erguer isto arranquemos levemente a casca, com o lógico desgosto para o criador. Normalmente eleja é inútil para a incubaçăo e nós normalmente lançamos fora. Quando isto acontece, há um truque caseiro que dá um resultado bastante bom. Consiste em recuperar a casca rompida com o esmalte que as senhoras usam. As possibilidades de incubaçăo e nascimento săo satisfatórias em uma porcentagem alta sempre que a fratura năo se localize no pólo largo do ovo o que é por onde é feito o intercâmbio gasoso.

6a. Casca do ovo muito grossa.

Uma casca muito dura pode impedir que o embriăo, quando inicia seu nascimento, quebre a casca do ovo e morra. Sobretudo quando o embriăo está escasso de forças devido a criaçăo e consangüinidade ou infecçőes microbianas, como previamente comentamos. Os ovos săo muito porosos para permitir a troca de gases e a ventilaçăo do embriăo, e uma casca muito grossa pode acabar impedindo que a troca gasosa seja realizada com ęxito. Umedecer os ovos com água dois dias antes do nascimento, suaviza a casca.

7a. Sujeira nos ovos.

Sempre que observamos que os ovos estăo sujos devido a excrementos ou porque algum se quebrou e manchou o resto, devemos limpá-los para evitar que esta sujeira impeça o trabalho do filhote ao nascer e ele possa morrer por esgotamento. Colocaremos os ovos sujos em um recipiente com água morna durante dez minutos e a sujeira desprender-se-á facilmente. Todos temos observado que uma ninhada fértil apresenta um aspecto azulado e muito brilhante e daremos conta de que a casca já năo está tăo áspera como a princípio, estando mais lisa e suave.

8a. Umidade ambiental.

A umidade ambiental também influencia na boa ou má marcha da incubaçăo. Um ambiente muito seco pode acabar secando as coberturas embrionárias e afogando o filhote em sua envoltura. Se a atmosfera é muito seca, devemos colocar umidificadores ou simplesmente deixar uma ou várias bacias de água permanentemente no criadouro. Se o ambiente é muito úmido, seria muito útil a aquisiçăo de um deumidificador que, com ajuda do higrômetro, manterá a atmosfera com o grau justo de umidade, que deve ser aproximadamente de 70%.

Estas oito observaçőes săo algumas das possíveis causas da mortalidade embrionária durante o desenvolvimento incubacional. Tratemos de evitá-la para que a nossa produçăo anual de pássaros seja a mais frutífera possível e possamos obter um número maior de exemplares, o que nos possibilitará escolher entre eles os mais fortes e saudáveis, para assim continuar mantendo nossos planteis de canários no nível tăo alto que se está ganhando dia a dia a canaricultura espanhola. Năo esqueçamos de que as boas condiçőes que tivermos em nosso criadouro e um mínimo de atençőes diárias serăo as chaves do sucesso.

Por Francisco Sánchez do Riva. Juiz de Cor/FOCDE
Traduçăo de José Luiz Amzalak
Revista COB 2006


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Re: QUANDO OS OVOS NĂO ECLODEM

Mensagem por Bruno Pereira em Qui Dez 20, 2012 6:03 pm

Ja perdi varios filhotes de periquitos australianos pela curiozidade dos 25 dias. Os filhptes parecem estar perfectos mas estao grudados ao ovo por um tipo de umbigo bilical!


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Re: QUANDO OS OVOS NĂO ECLODEM

Mensagem por Andre Bass em Qui Dez 20, 2012 6:39 pm

bom artigo.


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Re: QUANDO OS OVOS NĂO ECLODEM

Mensagem por Reryson Colares em Qui Dez 20, 2012 7:57 pm

Perfeito este artigo.


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Re: QUANDO OS OVOS NĂO ECLODEM

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