Tudo sobre Coleiros

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Resolvido Tudo sobre Coleiros

Mensagem por Guuilherme em Sex Set 19, 2014 8:32 pm

Tudo sobre Coleiros

Coleiros podem, no decorrer da vida, parar de cantar. Isso pode acontecer quando eles ficam doentes, quando ficam tristes, quando não são manuseados o suficiente, quando voltam da muda, quando estão com medo, quando viram ou ouviram outro macho que os intimidou, etc.
Em primeiro lugar, é necessário lembrar que os Coleiros só cantam de Setembro a Março (ou até que sua muda de penas se inicie). Não queira que seu Coleiro cante entre Abril e Agosto. Se você forçá-lo (com fêmeas ou com desafios diante de outros coleiros) você pode prejudicar sua recuperação durante os meses de descanso.
Mas há, de fato, alguns macetes para ajudar o Coleiro a cantar com mais vigor. Você terá de descobrir o que vai fazer o seu Coleiro "soltar o canto". Seguem algumas dicas para recuperar a boa forma do Coleiro:
Banhos de Sol:
Sol pela manhã é uma das coisas que mais alegra os pássaros. Tome cuidado com a exposição excessiva. Sempre deixe uma parte da gaiola que não tome sol, com sombra (pois o pássaro terá onde se abrigar quando sua temperatura subir).
Banheiras com água:
Pássaros também adoram banhos. Isso faz bem para sua higiene e para seu humor. Tome cuidado com Coleiros muito novinhos nos dias de frio. Eles ainda não sabem direito quando podem tomar banho e quando não podem (e o criador terá de ter este discernimento). Cuidado também com o posicionamento da banheira dentro da gaiola (para que ela não fique abaixo de um poleiro). O Coleiro pode fazer suas necessidades na água e depois utilizá-la para beber (o que é muito prejudicial à sua saúde).
Lugares abertos, com barulho de natureza:
Se seu Coleiro fica sempre em casa (sempre no mesmo prego), há chances de que ele esfrie. Coleiros gostam de movimento. Quanto mais você mexer com ele, mais ele vai gostar. Leve-o a praças e lugares abertos, com sons da natureza. Isso vai animar seu pássaro.
Ouvir, à distância, um outro coleiro cantar (ou um CD):
Seu Coleiro pode se animar também quando ouvir outros pássaros cantarem (sejam pássaros de verdade ou sons vindos de um CD). Ele irá se sentir motivado a demarcar seu território (e irá cantar). Caso você utilize um CD, não coloque o volume alto (pois isso pode intimidar o Coleiro).
Ver ou escutar uma fêmea:
Fêmeas são sempre uma boa maneira de mexer com o brio do Coleiro. Preste atenção se seu Coleiro vai gostar de cantar para uma fêmea, pois alguns deles ficam tão assanhados quando vêem uma fêmea que não fazem mais nada (nem cantar). Você terá de descobrir se a fêmea ajuda ou atrapalha o canto do seu Coleiro.
Ficar pendurado em lugares interessantes:
Coleiros gostam de movimento. Por isso, se você colocá-lo isolado em um quarto sem movimentação, talvez ele fique triste. Procure deixá-lo em um lugar onde ele possa ver pessoas e movimentação. Cuidado na hora do repouso. Se seu Coleiro ficar em um lugar onde ele não tenha sossego na hora do repouso (de noite) isso pode prejudicar sua saúde.
Local
Para criar o coleiro, as características exigidas do local são as mesmas dos outros nativos: local bem iluminado, se possível com luz direta pela manhã, sem grandes variações de temperatura entre o dia e a noite, abrigado das correntes fortes de ar, etc. Este pássaro pode ser reproduzido tanto em gaiolas como em viveiros, mas estes últimos são menos adequados por dificultarem o manejo de ovos e filhotes.
As gaiolas podem ser de metal ou madeira, à escolha do criador. As de madeira são mais difíceis de higienizar, exigindo maior trabalho para isso, mas por outro lado, parecem ser mais “aconchegantes” nas baixas temperaturas. As gaiolas ideais para as fêmeas (no caso de criação no sistema de poligamia – o macho só é colocado com a fêmea no momento da cópula) devem ter de 50 a 70 cm de comprimento, cerca de 30 a 40 cm de altura e profundidade. É recomendável que possuam a “divisória”, para facilitar o manejo com os pássaros. Para os machos, podem usados os tradicionais modelos “piracicaba” e “carioca”, em seus variados tamanhos.
Matrizes e Reprodutores
O criador, quando da composição de seu plantel, deve optar por matrizes dóceis, acostumadas ao manejo (pássaros que se debatem quando são carregados dificultam o processo da reprodução) e também por pássaros de boas qualidades, para que os frutos da criação recompensem toda atenção dispensada.
São boas qualidades transmissíveis aos filhotes:
- a postura e a “beleza física”: procurar sempre trabalhar com pássaros esguios, “elegantes”, de bom porte e aparência saudável.
- a disposição para cantar: pode ser “medida” pela contagem do número de cantadas em um determinado tempo.
- o andamento do canto: pássaros de canto rápido são adequados à modalidade “fibra”, não sendo adequados como reprodutores se o objetivo da criação for o canto clássico.
- a voz: para o canto clássico, as melhores vozes são as intermediárias, nem muito altas, nem muito baixas.
Se o macho que se pretende usar como reprodutor cantar ao ver a fêmea,
melhor.
Alimentação
O coleiro é um pássaro granívoro, não sendo grande apreciador de frutas e verduras. A base da alimentação é constituída por uma mistura de alpiste, painços variados, senha e níger, sendo o primeiro em maior quantidade (50% a 60%). Apreciam muito, como guloseimas, sementes de capim frescas, por exemplo, as de “pé de galinha”, colonião, braquiara, margoso, favorito, entre outros. Os cachos podem ser colhidos e fornecidos inteiros aos pássaros. Essas são um bom complemento na alimentação, sobretudo na época de cria e trato dos filhotes. O pepino, se aceito, é um ótimo complemento alimentar pois é rico em colágeno, um importante componente dos tecidos de revestimento, conferindo elasticidade e resistência às penas, evitando que elas se quebrem facilmente e mantendo bonitas por mais tempo as penas originadas na muda mais recente.
Uma fonte de cálcio deve ser fornecida o ano todo, principalmente para as fêmeas, que utilizam grandes quantidades deste mineral na composição da casca dos ovos. A farinha de ostra ou o “osso de ciba” são as melhores alternativas para o fornecimento de cálcio. É aconselhável ministrar polivitamínico e um complexo de aminoácidos na água algumas vezes por semana.
Coleiros também apreciam muito farinhadas, que podem ser fornecidas secas ou umedecidas misturadas com ovo cozido floculado (passado pela peneira), e estas constituem uma grande fonte de proteínas, indispensáveis aos períodos de muda de penas e alimentação dos filhotes.
A atenção máxima deve ser dada à alimentação no período em que as fêmeas estão tratando de suas ninhadas. Elas, que em sua maioria geralmente não apreciam alimentos vivos, nesse período devoram grande quantidade de larvas de Tenebrio molitor ou de besouro do amendoim para alimentar suas crias. Essas larvas são uma grande fonte de proteína bruta, que contribui no rápido desenvolvimento dos ninhegos. A alimentação especialmente nesses dias deve ser abundante e diversificada, afim de estimular os pais a tratarem dos filhotes.
Reprodução
A temporada de reprodução dos coleiros inicia-se e também termina mais tardiamente que a dos outros pássaros. Estima-se que a melhor época para cria-los seja de novembro a abril, período que coincide com a maior disponibilidade das sementes de seus capins preferidos, na natureza.
Os ninhos utilizados podem ser os de curió ou menores, pois fêmea irá preencher o espaço que “sobra” no ninho quando ela está deitada com o material oferecido pelo criador, que pode ser raiz de capim, corda de bacalhau (sisal) ou fibra de coco desfiadas. Convém fazer a camuflagem do ninho com plantas artificiais, que darão à fêmea uma sensação de maior proteção. Mas cuidado: o ninho deve ser camuflado e não “enfeitado”. Não precisa e nem é bom exagerar na camuflagem, pois isto pode, ao invés de atrair, afugentar a fêmea. Também não é necessário camuflar em volta do ninho todo. O importante é que a fêmea, na momento em que salta do poleiro para a borda do ninho, veja a camuflagem à sua frente, sendo que depois que a mesma está deitada, pouco importa se ela vê ou não a camuflagem – ela pensa que, comparando ao que ocorre na natureza, “entrou” na camuflagem e pode ver todo o ambiente ao seu redor, mas não pode ser vista.
Machos e fêmeas devem ser mantidos em confinamento visual durante o ano, sendo que as fêmeas podem ver-se somente durante a estação de descanso. Ao se aproximar o início da época de reprodução, as fêmeas devem ser transferidas para gaiolas individuais. A presença de muitos machos no recinto de criação acaba dificultando a mesma, já que as fêmeas de coleiro escolhem seu parceiro pelo do canto dele. Nesse sentido, o melhor é que elas ouçam um único macho, que é suficiente para cruzar até 5 ou 6 fêmeas, no sistema poligâmico.
O macho deverá ser colocado frente à gaiola de cada fêmea de uma a três vezes por dia durante alguns minutos, sendo que os melhores momentos para essa apresentação são o amanhecer e o entardecer. O criador deve observar a reação e o comportamento das fêmeas durante o momento em que estão vendo o macho. Geralmente as que vêm correndo para a tala da gaiola, com ar de interessadas, na verdade são as primeiras que hostilizam com a presença do macho em seu “território”, por isso se aproximam.
Disponibilizando material de ninho para as fêmeas fica mais fácil perceber quando estão ficando prontas para a reprodução (“aprontando”), embora o coleiro seja um pássaro que adora “brincar” com o material de ninho. Via de regra, as fêmeas estão prontas quando começam a rodar dentro do ninho e preenche-lo com o material fornecido. É a partir deste momento que, ao verem o macho, irão abaixar, solicitando cópula. O macho, então, será introduzido na gaiola da fêmea, e caso esta ainda não aceite a cruza, deve ser induzido a voltar à sua gaiola. Novas tentativas podem ser feitas posteriormente. O criador deve ter a paciência necessária para esperar que a fêmea aceite o macho. Uma vez que ela aceite ser cruzada, uma única cruza é suficiente, mas podem ser realizadas algumas mais. Costumam efetuar a postura entre o 2º e o 4º dia depois de cruzadas. O número de ovos pode chegar a três, sendo quase sempre dois.
É comum fêmeas que são ótimas mães numa temporada, na próxima apresentarem problemas, como abandonar o ninho, botar fora, botar no ninho mas não chocar, etc. Nas temporadas seguintes essas fêmeas costumam voltar a ser boas matrizes. Pouco se sabe sobre o comportamento reprodutivo das fêmeas de coleiro, portanto é preciso persistência e paciência.
Os filhotes nascem com cerca 13 dias de choco e podem ser anilhados do 4º ao 6º dia, dependendo do desenvolvimento da ninhada. Voam do ninho por volta do décimo quinto dia. A fase seguinte, de vetorização, que vai aproximadamente do 15º ao 30º dia de vida, é muito importante na formação do filhote macho, uma vez que este irá “memorizar” o canto que ouvir para reproduzi-lo mais tarde, criando o que chamamos de memória sonográfica. Os coleiros podem ser separados da mãe por volta dos 35-40 dias de vida, quando já deverão estar se alimentando sozinhos. Se a fêmea, no entanto, der sinais de que quer fazer nova postura antes que os filhotes se alimentem sozinhos (se houver escassez de material para preparar o novo ninho a fêmea irá depena-los para forra-lo), convém mantê-los separados da mãe pela grade divisória para que estes não atrapalhem-na na nova chocada. A fêmea irá continuar a alimenta-los pelos buracos da grade enquanto efetua nova postura. O criador deverá observar com freqüência os filhotes, e quando estes começarem a alimentar-se sozinhos, deve transferi-los para uma gaiola maior, na qual possam voar bastante e assim adquirir um bom condicionamento físico.
Os filhotes de coleiro começam a gorjear bem cedo, tentando reproduzir o canto que ouviram na fase de vetorização. A partir do primeiro mês de vida irão começar a cantar com um pouco mais de volume e desenvoltura, tentando reproduzir aquilo que está em sua memória sonográfica, porém este gorjeado será sem frases bem definidas. Essa período é chamada de fase de espelhamento, pois nela o pássaro irá fazer aperfeiçoamentos do gorjeado que emite, comparando-o com os cantos que ouve no ambiente onde se encontra. É durante essa fase que fazem a primeira muda, que é parcial e chamada de muda de ninho, ou muda de filhote, onde os filhotes machos irão adquirir suas primeiras marcações características da plumagem. As notas e frases começam a ganhar clareza e definição por volta do sexto mês de vida, a partir do qual os coleiros começam a emitir aquele que será seu canto definitivo.
Atingem a maturidade sexual por volta dos 11 ou 12 meses, mas a pouca idade faz com que, geralmente, não sejam bons pais e boas mães. Convém utilizar para reprodução coleiros com um ano e meio ou dois de idade.
ÁCARO KNEMIDOCOPTES
Causa sarna de bicos, penas, e pés.
Vive sobre e sob a pele da ave, em galerias, promovendo coceira. Os ácaros penetram na pele do pássaro levantando-a. Com a evolução da doença a pele cai dando lugar a crostas esbranquiçadas, podendo, ainda criar feridas, pois o pássaro coça com muita freqüência a área atingida.
A contaminação por este ácaro é multifatorial, sendo que as principais são: umidade ambiental baixa, hipovitaminose A (deficiência de vitamina A) , deficiências nutricionais. O ácaro após infectar uma ave, pode ficar até dois anos, em forma latente (dormente), sem levar ao quadro clínico da doença. Causam lesões queretinizadas proliferativas (crostas) ao redor do bico, anus, pernas e pés.
Como profilaxia (prevenção): fazer quarentena e tratamento preventivo das aves,
Sintomas: O pássaro passa a se coçar seguidamente ficando irrequieto na gaiola. Com a evolução do quadro podemos observar escamações de peleao redor do bico, anus, pernas e pés. Há casos em que as lesões chegam a causar deformações no bico e nas unhas
Tratamento: Pegue a ave, abra a asa e pulverize com Piolhaves. Nas feridas empregar uma pomada a base de enxofre.
Prevenção:
Além da higiene, 2 ou 3 gotas de vinagre na água do banho ajudam a manter os parasitas longe. Banhos de sol mantém os piolhos e outros parasitas longe dos pássaros, funcionando, ainda como repelente de insetos. Cuidados com a higiene de gaiolas acessórios e ambiente, correção alimentar, ambiente de criação de aves deve ser bem ventilado e arejado, mas sem corrente de vento.
ACARÍASE RESPIRATÓRIA
Causas: Ataque do ácaro Stermostoma tracheaculum, nas vias respiratórias. A transmissão normalmente se dá nas exposições, torneios, ambiente empoeirado e na introdução de novas aves no criatório. Pode ser transmitida por pássaros livres que tenham acesso ao criatório. É comum a aproximação de pardais , rolinhas e pombos quando as gaiolas estão fora para treinamento ou banhos de sol.
Sintomas: Respiração penosa, curta, com o pássaro abrindo e fechando o bico constantemente. O pássaro passa a se alimentar menos e emagrece.
Tratamento: Isolar imediatamente o pássaro apresentando esses sintomas. Ministrar G-Trox ou Ivomec pour-on em todo o plantel em duas doses com intervalo de 15 dias. Desinfetar todo o criatório, preferencialmente pintando as paredes com cal virgem. Aplicar Front-Line Spray na dose de 1 gota no dorso das ave, repetindo a dose 7 dias e 15 dias após a primeira dose, apresenta bom resultado..
Prevenção:
Além da higiene, 2 ou 3 gotas de vinagre na água do banho ajudam a manter os parasitas longe. Banhos de sol. mantém os piolhos e outros parasitas longe dos pássaros, funcionando, ainda como repelente de insetos. Evitar expor os pássaros a riscos de contágio. Colocar em quarentena todo o pássaro que participar de uma exposição ou torneio.
ÁCAROS DAS PENAS
Causas: Parasita Syrongophilus bicectinata.
Em ambiente natural é comum a presença de alguns piolhos brancos/amarelados, que, normalmente não são visíveis, sendo residentes naturais, que são até benéficos para os pássaros, pois removem células mortas das penas e pele e até determinadas bactérias. Quando a higiene é relaxada no criatório, o acumulo de sujeira e de fezes formam o ambiente propício para o desenvolvimento de uma superpopulação de parasitas que passam a incomodar a ave. Há casos, inclusive de fêmeas que abandonam o choco por se sentirem incomodadas, embora esses piolhos não se alimentem do sangue dos pássaros. As reinfestações podem acontecer a qualquer momento. Pardais e outros pássaros contribuem para o ressurgimento de novos focos.
Sintomas: O pássaro passa a se coçar seguidamente ficando irrequieto na gaiola. As cerdas ficam com aspecto "roído", quebradas, imperfeitas e sem brilho. Dependendo da quantidade de ácaros, podem comprometer o vôo. Para verificar se a ave está sendo atacada por ácaros, pegue-a e observe com a sua asa aberta contra a luz.
Tratamento: Pegue a ave, abra a asa e pulverize com Front-line Spray. Há criadores que pulverizam com o inseticida SBP, o que não recomendamos por não termos vivido a experiência. Produtos à base de Ivermectina não costumam apresentar bom resultado.
Prevenção:
Além da higiene, 2 ou 3 gotas de vinagre na água do banho ajudam a manter os parasitas longe. Banhos de sol.
ÁCAROS VERMELHOS
Causas: Parasita Dermanysus gallinae. Estes parasitas causam grandes problemas na reprodução. Chamados piolhos vermelhos por serem hematófagos e apresentarem côr vermelha quando cheios de sangue. São comumente encontrados em pombos e galinhas podem ter sua presença despercebida por um longo período no criatório. É parasita noturno, se protegendo e reproduzindo em frestas, rachaduras e vãos, durante o dia. Seu ciclo de vida pode ser completado em uma semana. Em criadouros pode permanecer por 6 meses, após a retirada das ave. A transmissão do problema se dá através de objetos "contaminados" como: gaiolas, comedouros, capas de gaiolas, outros acessórios e pelo próprio trânsito de pessoas de um criadouro a outro.
A ave não dorme direito, se estressando e perdendo nutrientes para o parasita. Podem causar: diminuição da eficiência reprodutiva nos machos, diminuição da postura nas fêmeas, diminuição da velocidade de crescimento dos filhotes, fraqueza, letargia, e diminuição de apetite.
Sintomas: Estes ácaros, durante o dia se escondem nas ranhuras dos poleiros, molas das portas e buracos na parede ou teto. Durante o dia, principalmente nos banhos de sol, não são observados e os pássaros ficam tranqüilos. Ataca as aves á noite. Durante a noite os pássaros ficam agitados e não param de se bicar tentando se livrar dos parasitas.
Tratamento: Pegue a ave, abra a asa e pulverize com Front-line Spray . Há criadores que pulverizam com o inseticida SBP, o que não recomendamos por não termos vivido a experiência. Tratar com G-TROX ou aplicar Ivomec Pour-on na dose de 1 gota no dorso das aves apresenta bom resultado. Desinfetar o criatório.
Prevenção:
Além da higiene, 2 ou 3 gotas de vinagre na água do banho ajudam a manter os parasitas longe. Banhos de sol mantém os piolhos e outros parasitas longe dos pássaros, funcionando, ainda como repelente de insetos.
ASMA
Causas: Sternostoma tracheacolum. Poeira, friagem, alimentos condimentados, gaiolas sujas, mudanças no clima e má ventilação do criadouro.
Sintomas: Respiração difícil acesso asmático freqüente e ofegante. Em casos muito graves imobilidade, olhos entreabertos, penas soltas respiração acelerada intermitente com emissão de pequenos gemidos. Evolui rapidamente para sua forma crônica se não for tratada adequadamente.
Tratamento: Eliminar imediatamente frio, vento, poeira, úmidade. Colocar a ave em gaiola com temperatura de 30C. Se o pássaro apresentar crises agudas, na hora da crise administrar gotas de adrenalina a 1./10.000. Manter a gaiola coberta e fazer uso de um inalador com solução de Tylan apresenta ótimos resultados. O tratamento com R-Trill vem possibilitando bom resultado em muitos casos.
Prevenção: Evitar lugares úmidos, sujos e sujeitos a ventos frios. Mudanças bruscas de temperatura.
Prevenção:Inclusão de adsorventes de micotoxinas, principalmente nas misturas de sementes.
ASPERGILOSE
Causa: Aspergillus fumigatus (e diversos fungos do mesmo gênero).
Sintomas: Há possibilidade de serem infectadas as vias respiratórias, os olhos e a pele. Quando a infecção se dá nas vias respiratórias (pulmão), o pássaro respira mal, emagrece e morre. Quando a infecção ocorre nos olhos, percebe-se que estes ficam irritados e lacrimejantes e a córnea opaca. A infecção cutânea provoca perda das penas, que se quebram facilmente. A aspergilose pode, facilmente, ser confundida com coriza e a difteria.
Tratamento: Micostain Solução Oral , G-Trox.
Prevenção: Rigor com a higiene. Cuidado com alimentos estragados e mofados (principalmente a mistura de sementes) e com a umidade.
BRONQUITE OU TRANQUEITE
Causas: Correntes de ar, aves em local de ar não renovado, bruscas mudanças de temperaturas.
Sintomas: A ave perde o apetite, narinas obstruídas, bico aberto, rouquidão e catarro, a ave não canta e fica agitada.
Tratamento: Separar o pássaro, colocando-o em uma temperatura de 30C. Avitrin Antibiótico, Norkill, Enro Flec 10 ou Linko Spectin na água de beber.
COCCIDIOSE (Não é Peito Seco)
O micróbio é expelido pelas fezes e, ao atingir a faze adulta no chão, pode infectar os pássaros pelo ar, através da comida e da água.
Os pássaros adultos podem ser portadores sem apresentarem os sintomas da doença, porém as fezes contaminadas podem atingir outros pássaros ou os próprios filhotes.
A infecção se agrava nos filhotes por serem mais sensíveis..
Sintomas: Cansaço, sede contínua, o osso do peito fica saliente e magrecimento progressivo. Ela atinge principalmente o intestino delgado e o ceco, em especial dos filhotes, provocando hemorragias. Os pássaros ficam tristes, arrepiados, sem forças para voar, mesmo que deles nos aproximemos. Os pássaros permanecem muito tempo junto ao comedouro sem, no entanto, absorver os nutrientes do alimento ingerido. As fezes se tornam moles e as vezes sanguinolentas. Manchas esbranquiçadas podem estar espalhadas pela parede intestinal, observadas na necrópcia.
Tratamento: Coccidex ou Coccinon. A associação do Coccidex com o R-Trill produz ótimos resultados na medicação emergencial. Há casos de resistencia à alguns medicamentos. O tratamento é prolondado e as chances de recuperação total, após quadro agudo, são pequenas. O NF-180 é muito eficiente, porem foi proibido no Brasil. Sulfas causam ausência de produção de espermatozóides nos machos durante 30 a 40 dias, a chamada azoospermia. Nenhum ovo será galado nestas condições. Não use Sulfas para reprodutores próximo à fase de reprodução.
Prevenção: Muita higiene, quarentena com pássaros recebidos e uso de Pro-bióticos e Pre-bióticos na alimentação.
CÓLERA
Causa: Pasteurella avicida
Sintomas: Os pássaros ficam enfraquecidos, as fezes ficam muito moles, sanguinolentas de de coloração amarelada.
A autópsia revela coração com secreção líquida turvas e sinais de sangue, pulmões vermelhos, intestinos também vermelhos e sanguinolentos, fígado com lesões de cor acinzentada. A doença se propaga pelas secreções produzidas na boca e nariz. O pássaro morre em pouco tempo.
Tratamento. Usar medicamento a base de Sulfa (sulfatiazol, sulfametazina etc.) ou Terramicina.
Medicamentos modernos indicados: Neo-sulmetina SM, que é uma associação de sulfaquinoxalina e neomicina.
Põem-se dez gotas no bebedouro durante três dias. Descansa-se dois dias e repete-se o tratamento.
Avemetasina, que é uma associação de sulfaquinoxalina e sulfametasina. É preparada com 2,5 ml do para um litro de água. Adiciona-se uma colherinha de café de bicarbonato de sódio.
Sulfas causam ausência de produção de espermatozóides nos machos durante 30a40 dias, a chamada azoospermia. Nenhum ovo será galado nestas condições. Não use Sulfas para reprodutores próximo à fase de reprodução.
Prevenção: Vacinação e quarentena dos novos pássaros.
CORIZA
Causas: Hemophilus gallinarum (forma aguda). Corpusculo cocobaciliforme ( forma lenta). As duas vêm associadas. Bruscas mudanças climáticas, aves em locais úmidos, aves mal alimentadas, falta de vitamina C.
Sintomas: Secreção aquosa nos olhos e narinas.Com a evolução da doença, as narinas ficam completamente obstruídas. Os olhos, em virtude da infecção, ficam inflamados e a ave pode perder a visão.
Tratamento: Limpar as narinas com cotonete impregnado em solução de permanganato de potássio, com 1./1.000. Aviarium ou Terramicina na água de beber, vitaminas.
Prevenção: Evitar lugares úmidos e sujeitos a ventos frios. Mudanças bruscas de temperatura.
DIARRÉIAS
Causas: Má alimentação, alimentos azedos, deteriorados e água suja.
Sintomas: Fezes líquidas de cor amarela-esverdeada, falta de apetite e emagrecimento, ânus inflamado.
Tratamento: Corte as penas do traseiro com cuidado e lave a região com água morna, após enxugue. Administrar Neo Sulmetina SM.
Sulfas causam ausência de produção de espermatozóides nos machos durante 30a40 dias, a chamada azoospermia. Nenhum ovo será galado nestas condições. Não use Sulfas para reprodutores próximo à fase de reprodução.
Prevenção: Dieta equilibrada e qualidade nos alimentos.
FRATURAS
Quando ocorre de a ave quebrar um osso, a primeira providência é retirar os poleiros e colocar água e comida a disposição da ave. Será necessário encanar o osso com gesso dissolvido em água ou álcool, que levará mais ou menos um mês para colar. Se for a perna que quebrou, pegue um canudinho de refresco cortado ao meio, coloque as duas partes na perna e passe o gesso, deixando uns 45 dias, após retire o gesso. Se for a asa que quebrou, será necessário cortar todas as penas da asa, dependendo da fratura, tente encaná-la com gesso. Caso não consiga, o melhor e mais correto é levar a ave a um veterinário, que esta mais acostumado a fazer estes serviços.
Ministrar um anti-infamatório.
INTOXICAÇÃO
Causa: Alimento deteriorado, frutos ou verduras com agrotóxicos, uso indiscriminado de medicamentos, inseticidas, etc.
Sintomas: Alteração rápida da disposição. Convulsões, perda do equilíbrio, diarréia, vômitos. Em alguns casos morte súbita.
Tratamento: Uso de anti-tóxicos veterinários. Extratos hepáticos. Mercepton. Em intoxicações por inseticidas o uso de sulfato de atropina é o mais indicado. Fornecer glicose nos primeiros sintomas. (5 mL de glicose a 50% em um bebedouro com 50 mL de água).
Prevenção: Cuidado na escolha dos alimentos ministrados. Evitar uso de inseticidas no criatório. Não abusar de medicamentos em geral. Estar atento à posologia de medicamentos ministrados.
MUDA FRANCESA
Causas: Infecções bacterianas, parasitoses, deficiência metabólica ou é ligada à hereditariedade.
Sintomas: Algumas penas tomam aspecto retorcido e desalinhado. Podem tornar-se quebradiças.
Tratamento: Verificar se o pássaro apresenta infestação por ácaro. Melhorar a condição nutricional do pássaro, reforçando vitaminas, cálcio e ferro na dieta. Cortar a pena deformada com uma tesoura e aguardar a próxima muda para sua substituição. Não arrancar as penas.
Prevenção: Dieta equilibrada e higiene.
PEITO SECO
Peito seco não é propriamente uma doença, é sim, um sintoma.
A perda de massa corporal indica a incapacidade do organismo para aproveitar os nutrientes ingeridos.
Causas: Várias são as causas possíveis, a mais comum é a coccidiose. Também as verminoses mais significativas poderão levar a perda de massa corporal.
Sintomas:A perda de massa corporal faz com que o osso do peito do pássaro tome a forma de facão (certo exagero). Esse é um sintoma apresentado em um estagio avançado da doença. Um criador atento a seus pássaros perceberá alterações de comportamento, apetite, disposição e volume de ingestão de líquidos muito antes do peito secar.
Tratamento: É altamente indicado um exame de fezes para definir o diagnostico e determinar o tratamento. Na impossibilidade, ministrar um medicamento para coccidiose imediatamente. Manter farinhada com prebióticos e probioticos e complexo vitamínico. Concluído o tratamento da coccidiose. Aguarde uma semana e faça uma vermifugação.
Prevenção:
Higiene, equilíbrio da dieta, ministrar probióticos regularmente ao plantel e observar as aves, procurando identificar possíveis problemas sanitários antes que se configure o peito seco.
STRESS
Causas: Sustos, barulhos repentinos no criadouro, mudança de instalações, mal sono, etc.
Sintomas: A ave fica sonolenta, abatida, assustada devido à inabilitação, alimentação imprópria ou excesso de antibióticos.
Tratamento: Administrar vitaminas, eliminar os barulhos, as causas de fadiga, alimentação insuficiente, mudanças de temperaturas e excesso de parasitas.
ROUQUIDÃO
Comum em pássaros canoros.
Sintomas:
muito comum em trincas e coleiros. A voz fica rouca e há grande dificuldade para cantar. No inicio da rouquidão somem algumas notas do canto e com o agravamento o pássaro fica mudo. Muitos pássaros acometidos por rouquidão, mesmo recuperados, nunca mais voltam aos torneios, embora permaneçam como reprodutores.
Causas:
São muitas as causa possíveis para a rouquidão dos pássaros. Na maioria dos casos a rouquidão está relacionada com correntes de ar, mudança brusca de temperatura ou, ainda, ingestão de alimentos ou água gelados. São os casos de tratamento mais fácil.
A rouquidão pode ser causada por doenças respiratórias ou por ácaros. Os casos mais graves estão ligados às infestações pelo nematóide Syngamus Trachea, cuja larva pode atingir tanto o trato gástrico do animal como o sistema respiratório, principalmente a traquéia e os pulmões. Dependendo da quantidade de parasitas, as aves apresentam dificuldades respiratórias e podem até morrer sufocadas. Fêmeas adultas podem chegar a medir 2 cm e se fixar nos pulmões ou traquéia do pássaro.
Tratamento:
O tratamento está ligado ao diagnóstico. Na impossibilidade de uma avaliação por médico veterinário, costumamos descartar a possibilidade de infestação por ácaros de traqueia com o emprego de Ivermectina. São várias as opções, como o Ivomec Pour On, o Alax, a Reverctina ou o G-Trox, com preferência para o G-Trox pela facilidade de manejo e dosagem.
Se o uso da ivermectina não solucionar o problema de rouquidão concluímos que a causa seja de origem bacterina. A primeira opção é a associação de sulfametoxazol e trimetropina, contidas no R-Trill, ou no Afectrim. A posologia mais usual é de 8 a 10 gotas em 50 mL de água, durante 10dias.
Se a recuperação não for total, restará o recurso do tratamento com Tilosina, encontrada no Tylan ou no Nalyt da Angercal. Já vimos muitos passarinheiros empregarem a associação de 1 g de Nalyt Plus com 8 gotas de R-Trill em 50 mL. As interações medicamentosas devem ser objeto de muita atenção, pois corremos o risco de potencializar efeitos, tanto benéficos quanto maléficos. Ainda com, praticamente o mesmo espectro de ação, pode ser empregado o Linco-Spectin.
Prevenção:
Evitar mudanças bruscas de temperatura, correntes de ar e alimentos gelados. Ministrar uma gota de própolis em 50 ml de água ou chá de romã, sempre que o pássaro retornar de treinamentos ou torneios onde, normalmente, canta mais do que é acostumado em seu dia a dia. Vermifugar com G-Trox 2 vezes por ano.
SUOR DAS FÊMEAS
Aparece quando os filhotes ainda não saíram do ninho. A fêmea, bem como os filhotes, apresenta o peito todo molhado, às vezes o próprio ninho fica úmido.
O suor das fêmeas ocorre devido às diarréias que atacam os filhotes. Estes podem ser provocadas por doenças como a Salmomelose ou mesmo por problemas alimentares. É bom relembrar, a esse respeito que os pássaros não têm glândulas sudoríparas.
VERME
Em nosso entendimento a vermifugação do plantel, duas vezes ao ano, é importante fator para a manutenção de uma condição sanitária ideal.
Sabemos que o vermífugo, como praticamente todo o medicamento, é um mal menor que se destina ao combate de mal maior. Observamos durante alguns anos a evolução de planteis de criadores que partem da premissa de que vermifugando os pássaros que chegam ao criatório, não há possibilidade de reinfestações, pois não há meio de contaminação de suas aves e concluímos que o saldo de quem controla melhor as verminoses é positivo.
Adotamos a aplicação de G-Trox com uma cápsula em 50mL de água, permanecendo sem trocar a água por dois dias, 6 dias de intervalo e repetimos a medicação , após o término da muda de penas e antes da estação de reprodução (final de julho ou início de agosto).
No intervalo entre os dias de tratamento, por 5 dias após cada vermifugação ministramos Aminosol.
Apesar da facilidade de acesso às informações disponíveis na literatura e na internet, da diversidade de acessórios, medicamentos, rações, complexos de vitaminas e aminoácidos, prebióticos e probióticos, e, principalmente, da disponibilidade de matrizes, produtos de muitas gerações reproduzidas em cativeiro, os índices zootécnicos na criação de coleiros apresentam números modestos.
Isso nos parece demonstrar que pouca importância se tem dado à questão da habilidade materna das fêmeas em função da seleção de outras virtudes, como fibra e qualidade de canto. O abuso nos cruzamentos consangüíneos(do mesmo sangue) também colabora para o enfraquecimento fisiológico dos pássaros.
Sabe-se que os criadores amadoristas apresentam, por vezes, resultados muito melhores, principalmente por cuidarem pessoalmente dos pássaros, com a dedicação típica dos apaixonados.
A reprodução de coleiros poderá ser feita em viveiros ou em gaiolas criadeiras. A preferência recai sobre as gaiolas, que permitem um melhor controle da atividade e o emprego de um macho galador para até 6 fêmeas. Assim, um coleiro macho com qualidade superior poderá gerar muitos filhos em uma temporada.
Apesar da reprodução ser possível com machos de 18 meses e fêmeas de um ano, o ideal é empregar fêmeas com dois ou três anos e machos com a definitiva plumagem negra.
O local onde estarão reunidas as gaiolas deverá ser livre de perturbações, com uma temperatura variando de 26 a 33° e umidade relativa entre 50 e 65%. Deverá ser bem iluminado e se possivél receber sol pela manhã - fator importantíssimo.
Nunca esquecer de colocar areia limpa ou grit mineral para as matrizes. Naturalmente apresentamos as condições ideais, o que não significa que alguma variação inviabilize a reprodução de coleiros.
As gaiolas devem estar dispostas em prateleiras, ligeiramente afastadas das paredes e com uma divisória móvel entre elas, para que uma fêmea não veja a outra.
ATENÇÃO
Esse dispositivo deve ser arrumado dois meses antes do inicio da estação reprodutiva, para evitar que as fêmeas estranhem o local. Deve ser ministrado vermífugo para todos os pássaros no inicio de agosto, e repetido 20 dias depois. Não se deve permitir a entrada no criatório de novas aves ou de pessoas estranhas aos pássaros durante o ciclo reprodutivo, que vai de setembro a abril.
Costumo ministrar Protovit Pedriátrico e Avitrin E por 20 dias seguidos, para todos os galadores e fêmeas, durante o mês de agosto.
Durante todo o período reprodutivo, administro, ainda, umas 3 gotas em cada bebedouro, de Cetiva AE por semana, para todo o plantel.
Os coleiros machos galadores devem ser mostrados por alguns momentos para as fêmeas quando se aproxima a estação reprodutiva, para despertar o instinto sexual.
As fêmeas devem ouvir o canto dos machos galadores.
Há machos que não suportam bem a vida nas prateleiras, esfriando e perdendo o interesse por fêmeas.
Esses devem ser mantidos em outro ambiente, sendo trazidos para a prateleira apenas para galar. É desejável, no entanto, que continuem ouvindo as fêmeas e sendo ouvido por elas.
Deve-se observar o máximo de higiene com gaiolas, ninhos e alimentos. Uma boa farinhada deve ser mantida nos comedouros.
NINHOS
No inicio de setembro, os ninhos próprios para coleiros devem ser colocados nas gaiolas das fêmeas. São melhores os confeccionados com bucha vegetal e revestidos com tecido de algodão na fixação à armação de arame, facilmente encontrados em lojas especializadas.
Devem ser instalados no fundo da gaiola, no compartimento oposto ao que será usado para a entrada do galador e em um nível ligeiramente mais baixo que o do poleiro mais alto, para evitar que a fêmea empolere nele para dormir, defecando em seu interior. Embora não seja fundamental, por fora da gaiola pode ser colocada uma proteção que aumente a privacidade da fêmea, melhorando sua sensação de segurança para chocar.
Existem cartões feitos de bucha vegetal vendidos em lojas especializadas. Alguns ramos de vegetais artificiais também podem ser usados. O emprego de bucha vegetal no ninho e na proteção é recomendado por facilitar a circulação de ar, ser lavável e apresentar um aspecto natural. As fêmeas deverão estar com as unhas aparadas, pois unhas compridas podem enroscar na forração do ninho arrastando-a para fora. Também podem ferir filhotes.
Colocar a disposição da fêmea um maço de raízes de capim ou fibras de côco cortado, ou ainda fibras de cizal, para que a fêmea prepare seu ninho para postura.
FÊMEA APRONTANDO
Nota-se que uma fêmea está se aprontando para a reprodução quando ela inicia a organização do seu ninho. Ela limpa o ninho todo, retirando cascas de grãos e algumas fezes secas. Começa a puchar com o bico o material fornecido - capim, cizal ou raiz - e levá-lo para o ninho. Deita-se no ninho, ajeitando o material, rodopiando sobre ele. É o que chamamos vulgarmente de "rodar o ninho".
Outro sinal importante: neste período, a fêmea aumenta substancialmente o consumo de água, indicando que está na fase que chamamos de início do "cio". Esse momento é fundamental para o manejo reprodutivo do coleiro.
Deve-se observar a fêmea quando aproximamos o macho galador. O macho estufa as penas e canta para impressionar a fêmea. A fêmea baixa as asas, fecha os olhos e toma uma postura receptiva, em formato de "V". Esse é o momento em que ela aceitará o macho. Se o momento for perdido, provavelmente teremos uma postura de ovos claros ou brancos.
CUiDADO
Se o macho for colocado antes da fêmea aceitá-lo (ou pedir a gala) é briga certa. Algumas fêmeas mais agressivas podem ser mudadas de ambiente para a gala, pois diminuem o seu instinto territorialista. Fêmeas mais agressivas não devem ser acasaladas com machos inexperientes, pois esses poderão ficar inibidos para a reprodução. Uma forma muito interessante é tentar colocá-los para cruzar pela manhã, bem cedo, quando o dia está clareando.
A GALA
Posicionamos as gaiolas lado a lado, com as janelas dos passadores laterais alinhadas e com a divisória impedindo que o casal se veja. Retiramos a divisória vagarosamente por um momento e observamos a reação da fêmea. Observe que por vezes ela baixa, mas fica observando o macho. É sinal de que ainda não está totalmente receptiva e que poderá atacar o macho. Quando está realmente pronta, ela baixa, levanta bem a cauda, colocando-se em posição de "V", e costuma fechar os olhos.
Se pedir gala, abrem-se os passadores e permite-se a entrada do macho galador na gaiola da fêmea. Se tudo correr bem a gala é muito rápida. O galador retorna rapidamente para sua gaiola.
Colocamos imediatamente a divisória da gaiola da fêmea, separando o casal. Há necessidade de treinarmos os galadores nesse manejo. Fazemos várias passagens empregando uma gaiola de reprodução vazia para que ele se acostume com dimensões, posições dos poleiros e porta do passador.
Conforme mencionado anteriormente, no amanhecer tem-se o momento mais adequado para a gala. É comum uma fêmea baixar no primeiro dia e só aceitar o macho no segundo.
Algumas fêmeas aceitam a gala mais de uma vez por dia e por dois ou tres dias. Há fêmeas que após serem galadas uma única vez, não aceitam mais o macho.
Alguns machos se permanecerem muito tempo perto de fêmeas no cio perdem o interesse. Melhor levá-los para perto das fêmeas somente para galar.
Somente a observação e o conhecimento do plantel permitirão atender a individualidade de cada pássaro. Procure conhecer seus pássaros registrando anotações de tudo o que for observado.
Machos que não concluíram bem a muda de penas costumam apresentar problemas de fertilidade. Um macho deve cobrir apenas uma fêmea por dia. Normalmente uma cobertura é suficiente para cada postura.
A maioria dos criadores costuma permitir duas galas, em dois dias seguidos ou uma pela manhã e outra à tarde. Não costumamos repetir a gala se a observação mostrou que tudo correu bem.
Costuma acontecer com alguns coleiros machos galadores novos, que ainda estão inexperientes, a galada falsa: eles sobrevoam a fêmea, porém, no momento do "encontro das cloacas", ou ele ou ela saem antes do tempo, gerando, com isso, ovos brancos colocados pelas fêmeas.
A galada bem feita é aquela em que o coleiro galador, ao final de todo o processo, dá aquela encostada na cloaca da fêmea (o que, vulgarmente, chamamos de "selada"), quando, geralmente, ele projeta o corpo um pouco para trás.
O coleiro galador novo aprende com a prática, aperfeiçoando seu instinto reprodutor. Logo, o ideal é utilizá-lo com fêmeas mais experientes, mais tranquilas, daquelas que costumam pedir gala fácil e, digamos, dão todo o tempo do mundo para eles aprenderem logo.
POSTURA
Dois ou tres dias após a gala tem início a postura. Se a fêmea iniciar o choco após a postura do primeiro ovo devemos remover o ovo com muito cuidado e substituí-lo por um indez de plástico (a venda nas lojas do ramo). O ovo retirado deve ser armazenado em local seco e fresco, sobre sementes de arroz descascado muito limpas, sendo virados duas vezes por dia. Quando a fêmea tiver botado o último ovo recolocamos o que foi retirado, de modo a que todos os filhos nasçam no mesmo dia. A postura normal é de 2 ovos e excepcionalmente 3.
Observar dificuldades com a postura permanecendo em condições de prestar socorro para fêmea com “ovo atravessado”.
É comum uma fêmea botar e não iniciar o choco, ou mesmo largar o choco nos primeiros dias, principalmente se a fêmea for nova.
Nesse caso a solução é a passagem dos ovos para outra fêmea ou mesmo para fêmeas de Manon (são ótimas amas), ou ainda canárias do reino. O uso de chocadeira com viragem automática para ovos de pássaros apresenta bons resultados. O período de incubação varia de 12 a 14 dias, sendo mais comum a eclosão no 14º dia.
NASCIMENTO
Após o nascimento, a fêmea normalmente cuida sozinha dos filhotes, e só devemos intervir se algo de errado estiver acontecendo. No entanto, os filhotes também podem ser mantidos em incubadoras, a uma temperatura de 33 graus, sendo alimentados com papas produzidas pela industria especializada com o auxilio de uma seringa.
Muitos criadores incluem antibióticos na farinhada que alimentará os filhotes para evitar diarréias. Pessoalmente entendo que a manutenção da higidez do plantel e do criatório por si só garantem o sucesso da reprodução.
Há necessidade de muita observação nesse período. Os filhotes não podem passar fome ou frio. Se a fêmea não os estiver alimentando suficientemente, complemente sua dieta com papas e seringa. Nunca sacie totalmente o filhote, pois esse passaria a não pedir comida à mãe, que acabaria por esquecê-lo.
Substitua o ninho por outro higienizado sempre que notar que o atual está comprometido.
ANILHAMENTO
No 5 º ou 6° dia efetua-se o anilhamento. O processo é muito simples. Juntam-se os 3 dedos anteriores e os inserimos grupados através da anilha (pode ser em qualquer das patas). O dedo posterior será dobrado para cima e para traz, alinhado com perna. Há fêmeas que começam a bicar a anilha dos filhotes. Se ocorrer há necessidade de proteção do ninho com tela.
Com 13 ou 14 dias os filhotes deixam o ninho. Poderão ser separados da mãe com 35 ou 40 dias, somente quando já estiverem comendo sozinhos.

Após a saída dos filhotes do ninho, devemos substituir o ninho, pois logo a fêmea reiniciará o processo reprodutivo. Poderá ocorrer de uma fêmea aprontar e pedir gala mesmo enquanto ainda está alimentando os filhotes. Não há inconveniente em que a fêmea continue alimentando os filhotes e chocando a nova ninhada. É preciso muita atenção para não perder o momento indicado para a gala. Os filhotes devem ser separados da mãe no momento da cópula.

O macho e os filhotes não deverão ficar no mesmo compartimento. É possível inserir a grade separadora na gaiola da fêmea, mantendo os filhotes em um lado e a fêmea no outro.
Quando as fêmas estão agressivas com os filhotes, a grade separadoura poderá manter filhotes e fêmea separados. Ainda assim ela continuará a alimentá-los pelos intervalos dos arames.

Ao serem separados da mãe, os filhotes devem ser mantidos juntos por mais um ou dois meses, para que se sintam mais seguros
Vale a pena começar o texto do manejo destacando que o que serve para um coleiro pode não servir para outro. As aves são diferentes. Estas orientações são extraídas de sites, livros e experiências de criadores e apreciadores.
Sobre as Gaiolas
A questão das gaiolas é eterna: madeira ou metal?
Objetivamente, vamos levantar as considerações sobre este dilema.
Gaiolas de Madeira:
São mais parecidas com o que o coleiro iria encontrar na natureza. Ela é mais quentinha no inverno e seus poleiros também são parecidos com os galhos das árvores. Há quem também prefira a estética das gaiolas de madeira (há modelos lindos, de mais de R$ 500,00). Sua limpeza é mais complicada, pois há pequenas frestras entre as partes da gaiola, onde podem se instalar pequenos parasitas como os piolhos. Também a madeira tem uma porosidade natural, onde podem se instalar fungos e bactérias.
Gaiolas de Metal:
São mais fáceis de limpar; suas partes podem ser colocadas em cândida ou banho de desinfetante de tempos em tempos, para completa higienzação. Há poucas frestras o que facilita o controle de eventuais insetos e parasitas. Elas são mais frias no inverno, e são diferentes daquilo que o coleiro encontraria normalmente na natureza.
Para a criação (tirar filhotes), sugere-se mesmo os gaiolões de metal. Pois são mais fáceis de limpar (e a higiene é fundamental para o sucesso em tirar filhotes)
Sobre a Alimentação
Como a maioria dos pássaros, o coleiro deve ter o Alpiste como base de sua alimentação. Deve-se também oferecer outras sementes ao passarinho; mas a base é o alpiste. Uma sugestão de mistura é de que haja 50% de Alpiste, 30% de Painço, 10% de Níger e 10% de Senha.
Pode-se oferecer também algumas frutas, legumes e verduras. Sugere-se a laranja, o mamão, o pepino, o milho verde, a chicória, o jiló entre outros. As farinhadas industrializadas (de qualidade) também devem ser dadas aos nossos pequenos amigos.
Sugere-se complementar a alimentação do coleiro com larvas de tenébrio ou de "praga da granja", que é uma espécie menor de tenébrio. Vale lembrar que há coleiros que não aceitam alimento vivo. Mas estas larvas são fundamentais para quem quer fazer criação, pois a fêmea vai precisar muito deste alimento para tratar dos filhotes.
É sempre bom oferecer areia de minerais ao coleiro. É um produto facilmente encontrado em lojas e sites especializados. A areia ajuda na digestão dos pássaros. Os pássaros não têm dentes, as sementes descem inteiras ao seu aparelho digestivo. Quando eles comem areia, ela entra no aparelho digestivo e fica sendo friccionada contra as sementes, ajudando a triturá-las. Por isso vemos constantemente os pássaros da rua "ciscando" no chão, pegando pequenos grãozinhos de areia. Recomenda-se, também, o chamado "osso de baleia", que é uma pedra para o coleiro cutucar com o bico e que vai atender às suas necessidades de cálcio.
Por último, é bom administrar complexos vitamínicos para serem usados na água, principalmente na época da muda de penas, em que o coleiro está debilitado. Uma sugestão é o Vitagold; 1 gota no bebedouro de 50ml. Veja aqui tudo sobre a alimentação.
Sobre onde deixar
Os coleiros gostam de ser manuseados. Quanto mais vezes se mexer na gaiola, mais feliz ele vai ficar. Vale lembrar que, mesmo o coleiro gostando de ser movimentado, é necessário que os gestos do tratador sejam sempre delicados e tranqüilos. Nada de movimentos bruscos próximos à gaiola. Isso pode assustar qualquer ave.
O coleiro gosta de trocar de "prego", portanto, se o criador tiver condição, deve ter vários lugares na casa onde ele possa pendurar o seu coleiro. Quanto maior a diversidade de locais mais acostumado o coleiro vai ficar.
Também é possível notar que os pássaros adoram barulho de água corrente. Basta ligar uma torneira ou o chuveiro que o coleiro já se empolga a cantar. Mas cuidado: deixar o coleiro em lugares com muito barulho podem deixá-lo estressado. Tudo deve ser feito com equilíbrio.
Cuidados Gerais
Há alguns cuidados gerais que devem ser atendidos para que o sucesso seja completo. São eles:
- Não utilizar jornal no fundo da gaiola, pois o jornal é um papel que possui elementos tóxicos. O coleiro não vai morrer por causa disto, mas queremos sempre o melhor para os nossos passarinhos
- Trocar a água todos os dias. Mesmo quando ela parece estar limpa, é necessário trocá-la, pois evitamos assim de que nosso coleirinho pegue uma doença por algum fungo ou bactéria por bebedouros sujos ou mal lavados.
- Trocar as sementes constantemente, de maneira que elas não fiquem muito tempo no comedouro. Elas podem juntar fungos e ácaros. A melhor alternativa é colocar porções pequenas de maneira a trocá-las todos os dias. Quem tem poucas aves pode trocar as sementes diariamente. Quem tem muitas aves vai encontrar mais dificuldades em fazer a troca diária.
- Nunca deixe alimentos perecíveis passar de um dia para o outro na gaiola. Estes alimentos estragam e podem ser prejudiciais ao coleiro. Sempre que for oferecer frutas e verduras, ofereça pela manhã e já retire ao fim do dia, pois estes alimentos se estragam com muita facilidade.
- Procure estar atento aos poleiros. É muito comum que os pássaros esfreguem bico e olhos nos poleiros, então, os poleiros devem estar sempre higienizados, de maneira que não prejudiquem a saúde da ave. Também é comum ver o coleiro levando alimentos para os poleiros (principalmente pedaços de folhas e frutas). Se estes estiverem sujos, há chances de o coleiro se contaminar com as próprias fezes.
- Coloque, de vez em quando, uma banheirinha com água, para o coleiro se banhar. Todo pássaro gosta de tomar banho. Mesmo no frio, eles precisam da água para o banho (e fique tranquilo, pois o pássaro sabe quando ele pode tomar banho e quando ele não pode).
Atenção: Só coloque a banheira depois que o coleiro for adulto, pois os filhotes são sensíveis e ainda não tem discernimento de saber os dias em que dá pra tomar banho e os dias em que está muito frio. Também não se esqueça de tirar a banheira depois que ele usá-la; pois há o risco de ele beber a água da banheira (que às vezes fica muito suja, até com as próprias fezes do animal)

Guuilherme
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