Noções Básicas e Dicas Gerais para Viveiros e Gaiolas

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Noções Básicas e Dicas Gerais para Viveiros e Gaiolas

Mensagem por Julia em Qui Fev 13, 2014 6:43 am

Noções Básicas

    As instalações de nossas aves precisam ser cuidadosamente pensadas, caso desejemos obter bons resultados em sua manutenção e criação. Ao contrário de coelhos, hamsters, cachorros e gatos, que criam em praticamente qualquer condição, a maioria das aves mantém-se selvagem, necessitando de um ambiente que reproduza em parte o meio ideal no qual a espécie viveria e se reproduziria na natureza. A compreensão desse fato é uma das chaves do sucesso do Avicultor. O primeiro ponto a ser observado, é o fato de que as aves possuem asas, e por isso, voam. Assim como um peixe deve ter espaço para nadar, e um cavalo deve ter espaço para correr, qualquer ave em cativeiro precisa de espaço para voar, então, a gaiola deve permitir isso apesar do voo livre, aves de estimação como papagaios devem ter gaiolas amplas que lhes permitam voar. Em casos de aves mantidas como animais de estimação, geralmente dóceis, como é o caso de muitos psitacídeos e tucanos, se for permitido que a ave tenha 2 momentos de voo livre por dia (1 hora cada um no mínimo), basta apenas que a gaiola seja ampla para permitir livre movimento. Nesses casos recomendo tranquilamente para um papagaio cinzento uma gaiola pré fabricada de 60 cm de comprimento, 45 cm de largura e 80 cm de altura, que serve perfeitamente. Observando essas medidas, e tomando em conta a devida proporção, facilmente o dono de uma arara ou tucano saberá também que medidas deverá ter o gaiolão para sua ave. Mas, para aves não acostumadas a voos livres, provavelmente não domesticadas, que constituem 99% do plantel de um criador, se faz necessária a construção de gaiolas que permitam o voo. A experiência me ensinou que esse espaço não precisa ser tão grande assim, e ainda pode ser potencializado, substituindo elaborados poleiros que ocupam toda a gaiola, por dois poleiros simples bem afastados um do outro, incentivando o voo. Pois, caso os poleiros sejam em abundância ou um só poleiro ramificado que ocupa boa parte da gaiola, como comumente vejo, a ave não se verá obrigada a fazer exercício, contraindo na decorrência problemas como obesidade e atrofia muscular. É também verdade que cada caso é um caso, em termos de gaiolas, e citando o exemplo de 3 diamantes australianos, nomeadamente Mandarim, Starfinsh (Estrela) e Sparrow, vocês verão a que me refiro. Ainda é importante referir que as aves possuem dois períodos distintos de vida por ano, radicalmente diferentes, criação e repouso, durante os quais possuem exigências diferentes. Durante a época reprodutiva, a maioria das aves pode ser alojada em gaiolas mais pequenas, isso focará o casal na reprodução, e, o pouco espaço para voar não comprometerá a saúde das aves, visto o esforço que será dispendido na própria reprodução. Terminada a época, as aves devem ser colocadas em grupos em gaiolas maiores, onde então farão sua muda, e repousarão, período esse especialmente crítico para filhotes. Nessa época é especialmente importante que as aves possam se exercitar, conviver em grupo (em algumas espécies, grupos estão fora de questão) e à alimentação que deverá ser especialmente rica, não engordem, pelo que o espaço é essencial. Eu uso gaiolas em formato de bateria de 30 cm de comp, 25 cm de larg e 30 cm de alturas para mandarins, no formato de um poleiro e um ninho de taça, terminada a época reprodutiva, eu retiro a divisória central, e deixo 2 casais com as últimas crias em um espaço de 60 cm de comp, para a época de repouso. No entanto, os Starfinshs não se adaptam tão facilmente a uma gaiola pequena, embora sejam menores, logo, deixo a gaiola sem divisória para o casal reproduzir. Já no caso dos Sparrows, a questão é de saúde, já que em espaços menores de 60 cm, eles engordam rapidamente. Mas voltando à época reprodutiva, como dito, cada caso é um caso, e certas espécies funcionam melhor em gaiolas de criação pequenas (ex.: mandarim, manon (bengalim do japão), canários, papagaio cinzento, pombos de raça), já outros devem ficar em gaiolas amplas todo o ano (ex.: forpus, neophemas, alexandrino, moustache, ararajuba, araras, gaios, turacos), outros criam muito melhor em viveiros/ colônia (ex.: a maioria dos conures), e outros necessitam de viveiros densamente arborizados (ex.: rouxinol do japão, zosterops, piscos, pequenos estrildídeos). Sendo que todas as instalações acima citadas se adequam também à época de repouso, à exceção da primeira, que é extritamente reprodutiva. Terminada a época reprodutiva, cerca de 9 a 10 aves de pequeno porte e espécies diversas podem ser colocadas nessas gaiolas de 60 cm de comp, 30 de alt e 25 cm de larg, para a época de repouso. Também podem ser colocadas cerca de 100 aves pequenas em uma voadeira de 1 m de comp, 60 cm de larg e 60 cm de altura, cabe ao criador escolher. Sou, por termos econômicos e de planejamento, absolutamente favorável à construção das instalações, e não à compra de material pronto. Além de sair mais barato, se for você o construtor poderá fazer suas gaiolas do jeito que preferir. E ressalto que elas devem ser práticas, demasiada preocupação decorativa, estética, enfim, “frescura”, só prejudica o bem estar de suas aves, e lhe traz insucesso como criador. Aves de chão não precisam de tanto espaço para voar, bastando 2 poleiros altos, que servem perfeitamente para pavões, faisões, patos selvagens e perdizes no geral, mas o espaço de chão deve ser amplo, e anatídeos devem ter água disponível para nadarem. O chão em rede está fora de questão para esse tipo de aves, por ser desconfortável para estas.
A segunda dica é que ocupe apenas o mínimo espaço necessário, não gaste espaço com viveiros 10 vezes maiores que o necessário para meia dúzia de aves. Quanto mais espaço livre, mais instalações, logo, mais aves, e mais sucesso como criador. Pense grande. Em seguida, pesquise sobre o habitat e hábitos de suas futuras espécies. Se vai criar diamantes australianos, poleiros simples chegam, na época reprodutiva lembre que sparrows e bavettes engordam, e que starfinshs são demasiado ativos para gaiolas pequenas, e que mandarins machos por vezes estragam os próprios ninhos comprometendo a ninhada, necessitando ser separados, ou até que, saindo do terreno dos diamantes australianos, manons (bengalins do japão) gostam de dormir todos em um mesmo ninho, estragando tudo. Se vai criar alexandrinos, lembre de seu bico forte, que necessita uma rede forte galvanizada, lembre que eles gostam de roer, na hora de colocar poleiros e ninhos, e você irá dar também espigas de milho e ramadas de pinheiro, para que eles não destruam toda a gaiola.
E se você for criar melros metálicos, não esqueça a vegetação, e de se manter afastado, já que, principalmente se forem importados das antigas, vão implicar com sua presença, apesar de sua natural curiosidade de insetívoros. No entanto é regra geral que todas as gaiolas e viveiros devem ter boa luminosidade, devem estar abrigados de correntes de ar e do frio e umidade excessivos, assim como devem ter uma parte abrigada da chuva, e do calor. Então, cada ave tem seu segredo em termos de alojamento, e só com pesquisa e conversa com quem entende, você descobrirá os detalhes sobre a espécie que você cria. Devem ser o mais limpos possíveis em termos de componentes, já que toda quinquilharia apenas atrapalha, devendo-se limitar a poucos poleiros, comedouros e bebedouros, ninhos, e eventuais ramadas, ou vegetação no caso de viveiros, essa sim, em grande abundância quando necessário.
Também a limpeza excessiva das instalações e acessórios é prejudicial, incomoda as aves e fragiliza seu sistema imunológico, devendo ser apenas o necessário.
    Por fim, devemos ter atenção aos tipos de aves não apenas que juntamos, mas também, que colocamos em gaiolas próximas. Colocar 2 casais de Tentilhões ou Azulões (ambas aves extremamente territorialistas) em gaiolas ou viveiros um do lado do outro, de modo a que possam se ver, deixará ambos os casais nervosos e trará insucesso reprodutivo. Pelo contrário, deixar os casais próximos, mas a certa distância, e de modo a que não possam se avistar, potencializará a chamada “fibra” dos pássaros, e incrementará o instinto de reprodução. Colocar em um viveiro misto de pequenas aves, algum insetívoro de pequeno ou médio porte (como um Rouxinol do Japão), deixará as pequenas aves granívoras inseguras, visto estes primeiros serem frequentes comedores de ovos dos ninhos dos granívoros. Do mesmo modo, deixar gaios, pegas e similares, perto de aves pequenas deixará elas estressadas, e inclusive poderá inibir a reprodução de faisanídeos, visto gaios, pegas, corvos e similares serem comuns predadores de ovos e pintos desse tipo de ave. Já corujas e falcões devem ser mantidos a boa distância de qualquer outro tipo de ave, já que o piar destes deixa todas as outras espécies alarmadas.

Dicas importantes de viveiros

VIVEIRO 1 - NEOPHEMAS.


As Neophemas são aves de baixa imunidade, ou seja seu sistema imunológico é muito sensível a variações extremas (temperatura, umidade, alimentação e stress), variações no seu ambiente como temperatura, umidade e até mesmo outras aves mais barulhentas causam verdadeiros estragos na rotina de criação dessa delicada ave. Nosso viveiro foi projetado nos mesmos moldes de criadouros Europeus para abrigar exclusivamente Splendidas, Bourkiis e Turquoisines, tem aproximadamente 14 mt2 e acomoda perfeitamente 21 gaiolas e 3 grandes vodadeiras para filhotes, no verão fica aberto durante o dia e permite que as aves tomem banhos de sol, no inverno fica fechado e um sistema de aquecimento artificial e um umudificador garante temperaturas constantes entre 24 e 28 Graus e umidade entre 50-60%, note que a Neophema é uma ave de regiões secas da Austrália, são extremamente suceptiveis a doenças se criadas em aviários com umidade superior à 70%, mesmo em temperaturas controladas.
VIVEIRO 2 - ROSELLAS/KATARINAS/FORPUS 

Rosellas - O nosso terceiro conjunto de viveiros é dividido em 3 áreas, a primeira para as grandes jaulas para rosellas, que abrigam 9 Gaiolas e mais 3 grandes voadeiras de filhotes. O Viveiro de Rosellas é voltado para o sol nascente no inverno o que proporciona às aves um banho de sol geral, das 09 às 14:00, fazendo com que as rosellas "aprontem" mais rápido.

Catarinas - A área que deixamos reservada para Catarinas tem aproximadamente 8 mts2 e acomodam 12 gaiolas e 2 grandes voadeiras para filhotes, as catarinas não são aves muito exigentes quanto ao aviário, normalmente se reproduzem bem junto com outras aves e não necessitam de grande cuidados referentes ao frio, então ficam de um lado menos ensolarado da construção, porem o forro e localização garante que o aviário tenha temperatura agradável o ano todo, mesmo em dias frios.

Forpus - Nossa criação de forpus é feita também nos moldes Europeus em Gaiolas do tipo GR3. Na seção de forpus contamos com auxilio de um sistema de aquecimento e umidificação, devido a assa pequena ave reproduzir-se quase o ano todo, para evitar grandes quedas de temperatura quando temos filhotes novos no ninho

VIVEIRO 3 - KAKARIKIS

Os kakarikis são originários das ilhas e áreas tropicais da Nova Zelandia, nos criadouros Brasileiros os melhores resultados obtidos são quando essas aves são criadas ao ar livre, com a maior incidência de sol e luz possível, o Kakariki é uma ave de metabolismo rápido (tem rápida absorção dos nutrientes dos alimentos), quando criados em viveiros escuros, tendem a comer mais e devido ao fator luminosidade ficam muito quietos, ocasionando obesidade e inviabibidade reprodutiva. Nosso viveiro de kakarikis foi projetado para que essas aves tenham o máximo de contato com a luminosidade e sol, o resultado são aves esbeltas, de penas lisas e sedosas.

Dicas importantes:

1) É aconselhável que os aviários sejam bem fechados, com telas e portas contra fuga, para garantir que caso um passaro escape da gaiola, fique dentro do viveiro até ser recapturado.

2) Ao construir um aviário, sempre calcule a relação de ventos e renovação do ar, isso muitas vezes não é levado em conta pelos criadores e é um dos principais motivos do fracasso na criação.

3) Ao projetar seu viveiro pense muito bem qual será o limite da sua criação, e faça uma previsão, caso tenha que aumentar, para não ficar esticando "puxadinhos", isso atrapalha muito o serviço dos tratadores, dinamicas de avaliação e até mesmo controle. 4) Padronize sempre! Gaiolas, ninhos, comedouros etc, isso facilita limpeza, checagem de ninhos e minimiza o tempo gasto com limpeza.

Higienização
A Higienização de gaiolas, bebedouros, comedouros e poleiros são fundamentais para evitar doenças na criação. As doenças mais comuns das aves ornamentais estão relacionadas a falta de higiene dos utensílios utilizados na criação, estas doenças podem ser de origem bacteriana, fúngica, viral ou parasitária. A limpeza de bebedouros e comedouros deve ser feitas diariamente no momento da reposição da água e da comida, pode ser feito com detergente neutro(no caso da bandeja) e sempre enxaguar bem a fim de retirar todo o resíduo. Os poleiros e bandejas de gaiolas e de viveiro, devem ser limpos com freqüência. Recomenda-se retirar o excesso de excrementos e utilizar produtos com amônia quartanária, como o Herbalvet T.A., diluir 1 ml do produto para 500 ml de água (ou 10 ml do produto para 5 litros de água), deixar os utensílios de molho por 15 minutos, após enxaguar para tirar o resíduo, não utilizar outro produto em conjunto, pois a ação desinfetante do produto será afetada. Uma das maiores causadoras de óbitos na criação é a Coccidiose, doença causada por um parasita protozoário do gênero Eimeria e Isospora, a contaminação se da por ingestão dos chamados oocistos, que ficam no fundo da gaiola e nos poleiros, como são extremamente leves, eles dispensam no ambiente facilitando a contaminação das aves, a ação desinfetante do Herbalvet T.A. consegue eliminar estas formas infectantes. Com a limpeza e higienização feita de forma correta e freqüente, os riscos de proliferação de doenças diminuem significamente. A primeira coisa a ser feita é comprar os acessórios corretos para a gaiola. O comedouro externo deve ser usado apenas para comida seca e precisa ter tampa móvel para facilitar a higienização. Já o bebedouro tem que ser de material atóxico, assim como os demais itens, e de fácil fixação. As banheiras não podem ser muito fundas, mas precisam permitir que o bichinho se banhe com tranquilidade e segurança. A limpeza completa semanal é necessária. Para isso, retira-se a ave do local e, de preferência, é colocada em outra gaiola, ou em um lugar no qual não se machuque e não fuja. É importante utilizar os materiais corretos para a higienização, como espátulas, esponjas, escovas, sabão, desinfetantes, detergentes e luvas, de forma que o dono, além de realizar uma higienização completa correta, esteja protegido do contato com a sujeira. A gaiola e todos os acessórios devem ser bem lavados, como o bebedouro, o comedouro e a banheira. Tudo deve ser muito bem enxaguado para não deixar resíduos químicos e, em seguida, ser bem seco antes de colocar o animal novamente na gaiola. Diariamente, o fundo da gaiola deve ser limpo. É interessante colocar um papel absorvente(jornal não) nesse local para que  o procedimento seja mais fácil. O bebedouro precisa ser verificado, a água trocada, a comida seca reposta e as frutas oferecidas e substituídas duas vezes ao dia, para que estejam sempre fresquinhas. Mensalmente, é necessário passar um produto de limpeza para gaiolas que seja mais forte, para desinfetar, muito bem, toda a gaiola. Há um tipo de saia que pode ser usada por baixo da gaiola para aparar as sujeiras e restos de ração que possam cair no chão. São acessórios bastante úteis e se forem usados, precisam ser retiradas diariamente, para descartar o que ali estiver. O local no qual ficam as gaiolas também precisam ser limpos diariamente, evitando acumulo de sujeira e de fezes no chão, para evitar transmissão de doenças e mau cheiro. Assim, a ave ficará saudável e em local adequado para uma vida saudável. Próximo artigo: Manutenção do Plantel
Fontes: http://criadourojoaoemaria.blogspot.com.br/; http://www.ourofino.com/; http://blog.petlove.com.br/; http://avescriadouroguadiana.wordpress.com/

Atenciosamente.


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Re: Noções Básicas e Dicas Gerais para Viveiros e Gaiolas

Mensagem por Samuel Leão em Qua Abr 02, 2014 5:24 pm

Muito bom =)

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Re: Noções Básicas e Dicas Gerais para Viveiros e Gaiolas

Mensagem por Julia em Sex Abr 04, 2014 8:32 am

Grata Samuel!!


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Re: Noções Básicas e Dicas Gerais para Viveiros e Gaiolas

Mensagem por fernando de jesus em Qua Abr 23, 2014 11:10 am

boa postaguem !!!!

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